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CBF anuncia Sanchez o novo diretor de seleções

O cargo de diretor de seleções da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), para o qual foi anunciado nesta sexta-feira, delega ao atual presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, autonomia para contratar ou demitir técnicos e auxiliares de todas as nove

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O cargo de diretor de seleções da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), para o qual foi anunciado nesta sexta-feira, delega ao atual presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, autonomia para contratar ou demitir técnicos e auxiliares de todas as nove equipes, masculina e feminina, que vai comandar. “Essas decisões agora passam a ser dele, que vai arcar com os ônus e as benesses do cargo”, afirmou o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, que tomou a decisão movido também por uma estratégia de defesa: quer alguém para dividir “a quantidade de pancadas” que, alega, vem levando ultimamente.

Ao ser indagado, diante de Ricardo Teixeira, sobre o técnico ideal da seleção para o Mundial de 2014, Andrés Sanchez respondeu rapidamente. “Mano Menezes é o técnico da seleção”. Mas, à repetição da pergunta, se Mano é nome certo para 2014, o novo diretor de seleções deixou no ar uma interrogação sobre a permanência do treinador. “Ninguém sabe o dia de amanhã”.

A hipótese dessa mudança é mínima e só pode ganhar alguma força se o futebol do Brasil passar por um vexame na Olimpíada de Londres, no ano que vem. Além do mais, Sanchez tem ótima relação com Mano Menezes, afinidade criada com a passagem vitoriosa do técnico pelo Corinthians em mais de dois anos.

Ricardo Teixeira contou que teve a ideia de contratar Andrés Sanchez no início da semana. Na última quinta, telefonou para o dirigente corintiano e agendou o encontro desta sexta na sede da CBF, no Rio de Janeiro. Não disse o que queria. “Estou envaidecido, fui pego de surpresa”, declarou Sanchez. O cargo de diretor de seleções será reeditado após 20 anos - o último que ocupou o posto foi Jorge Salgado, demitido da seleção em 1991. Antes, o ex-presidente do Vasco Eurico Miranda desempenhou o mesmo papel.

Ricardo Teixeira contou que não conversou ainda com Sanchez sobre valores. É provável que o salário do novo dirigente da CBF fique em torno de R$ 50 mil mensais. “Vamos ter cinco anos seguidos com competições de ponta para o futebol e estava na hora de ter alguém para coordenar isso”, declarou o presidente. Ele se referia aos Jogos de Londres, em 2012, à Copa das Confederações, no ano seguinte, ao Mundial no Brasil, à Copa América, em 2015, e à Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016. (AE)

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