Foi na base da raça, do coração. Em um jogo tenso, de poucas chances e nenhum gol, o Corinthians empatou por 0 a 0 com o Palmeiras e conquistou um resultado suficiente para comemorar o seu quinto título brasileiro, neste domingo, no Pacaembu. A taça vem num dia simbólico para o clube, uma vez que horas antes, pela madrugada, faleceu Sócrates, um dos mais importantes jogadores da história corintiana.
O jogo, porém, não acabou bem. Com 43 minutos do segundo tempo e o título praticamente assegurado, Jorge Henrique quis fazer graça e chutou o ar ao tentar um drible sobre João Vitor, na lateral. Os palmeirenses não gostaram da brincadeira e partiram para cima do corintiano. Leandro Castán e João Vitor foram expulsos, deixando cada time com nove jogadores. Antes, Valdivia e Wallace haviam recebido cartão vermelho. Jorge Henrique foi substituído e foi mais cedo para o vestiário, para evitar ainda mais confusão.
Diante da vantagem construída durante as 37 primeiras rodadas do Brasileirão, o Corinthians entrou em campo precisando apenas de um empate para não depender do jogo do Engenhão - que também terminou empatado, por 1 a 1. Com o regulamento jogando a seu favor, o Corinthians atacou pouco, segurou o resultado e comemorou o título quando a partida entre Vasco e Flamengo acabou no Rio. Um minuto depois, quando a festa já tomava conta do Pacaembu, o árbitro Wilson Luiz Seneme também deu o apito final e liberou a comemoração dos jogadores.
Ao conquistar o seu quinto Brasileirão - antes foi campeão em 1990, 1998, 1999 e 2005 - o Corinthians ganha a chance de disputar pela terceira vez seguida a Copa Libertadores, em busca do grande título que falta à grande coleção alvinegra.
SÓCRATES É LEMBRADO
As homenagens começaram quando os primeiros corintianos chegaram ao Pacaembu. Por todo o estádio surgiam faixas tratando do luto pela morte de Sócrates. Os jogadores alvinegros subiram ao gramado com uma delas, que relembrava uma frase célebre do ex-jogador: “O Corinthians não é só um time e uma torcida. É um estado de espírito”. Assim que teve início o minuto de silêncio - não respeitado pela torcida, que gritou o nome do ex-jogador -, os jogadores corintianos levantaram o braço direito, de punho cerrado, com a mão esquerda nas costas, repetindo o gesto característico do ídolo falecido neste domingo. A torcida fez o mesmo, enquanto os atletas palmeirenses preferiram o silêncio e a discrição. Leia mais no Diário do Pará.
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