As cinco vitórias consecutivas do Santos no Campeonato Paulista não foram por acaso. Após o show que deu sábado, nos 6 a 1 sobre a Ponte Preta, na Arena Barueri, o técnico Muricy Ramalho afirmou que o time alvinegro mudou um pouco seu estilo de jogar: com mais posse de bola, além da habilidade individual dos seus craques. Seria esse uma lição aprendida com o Barcelona?
As arrancadas de Neymar ou os passes precisos de Paulo Henrique Ganso continuam sendo as principais armas do Santos, mas Muricy já comemora um novo tipo de jogo. E ele tem sido fundamental neste início do ano, de acordo com o treinador.
“Nossos jogadores estão entendendo que manter a posse de bola é importante. Assim, segurando a bola, sofremos menos contra-ataque e um dos nossos atletas ainda pode desequilibrar com uma jogada”, contou. “Eles estão vendo que isso é importante”.
A Ponte Preta que o diga. O Santos dominou a partida e mal deu chance para o adversário jogar. O goleiro Rafael, por exemplo, pouco trabalhou e apenas assistiu ao show dos companheiros. Muricy diz, entretanto, que é difícil fazer com que seu grupo mude a forma de jogo de um dia para outro. “O Santos não gosta de fazer isso, pois temos jogadores muito agressivos e que gostam de ir para o gol. Mas eles estão comprando essa ideia e nosso domínio de bola aumentou.”
Para o comandante santista, a atual campanha do time (21 pontos em 10 jogos) não é surpresa nenhuma. “Pelo elenco que tem é obrigação estar indo bem no Campeonato Paulista.”
Em Campinas, Muricy não contará com quatro titulares. Neymar, Ganso e Rafael se apresentaram à seleção e viajaram para a Suíça, onde a seleção brasileira enfrenta nesta terça-feira a Bósnia-Herzegovina, em amistoso. E o lateral Fucile foi convocado para jogo do Uruguai. “É difícil perder jogador, mas temos de entender. É o preço que se paga por ter um grande atleta. Claro que faz muita falta, mas temos de lidar com isso”, disse Muricy, acrescentando que só tem um jeito para se acabar com as constante brigas entre clubes e CBF.
“Tem de mudar um pouco o calendário. Só o dia que for assim, com esse pensamento que é na Europa, que as coisas vão melhorar. Essa semana não devia ter rodada no meio da semana. Enquanto não tiver esse entendimento os clubes vão sofrer”, avisou. “Mas a gente sabia disso, por isso pedimos para ter um plantel maior.” (Agência Estado)
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