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ESPORTE BRASIL

Fifa faz mistério sobre Jérôme Valcke no Brasil

Depois da polêmica, a Fifa coloca em suspense a passagem do seu secretário-geral, Jérôme Valcke, pelo Brasil na semana que vem. Segundo a entidade, a viagem vai depender agora da agenda de trabalho das vistorias da equipe que já está no País. A Fifa també

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Depois da polêmica, a Fifa coloca em suspense a passagem do seu secretário-geral, Jérôme Valcke, pelo Brasil na semana que vem. Segundo a entidade, a viagem vai depender agora da agenda de trabalho das vistorias da equipe que já está no País. A Fifa também aguarda uma definição do governo sobre a solicitação do presidente Joseph Blatter, que deseja ser recebido pela presidente Dilma Rousseff.
Detalhes da viagem devem ser divulgados ainda nesta quinta. Mas, nos dias que se seguiram à declaração de Valcke de que o Brasil precisaria levar um “chute no traseiro” para acelerar as obras, o secretário-geral insistiu que iria manter sua viagem no próximo dia 12, como já estava programado.
O governo federal, por meio do Ministério do Esporte, enviou uma carta pedindo que Valcke não fosse mais o interlocutor da Fifa na preparação da Copa do Mundo. Mas o dirigente francês chamou a atitude de “pueril” e, pelo menos no último fim de semana, insistia que não iria rever seus planos de vir do Brasil. Blatter também não tocou no assunto em uma outra carta, dando a entender que seu afastamento não seria alvo de negociações.
As certezas na Fifa, porém, foram desfeitas desde que o presidente da entidade decidiu intervir e tomar as rédeas da crise. De Bangladesh, Blatter ligou na última terça para o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e, além de pedir desculpas e tentar aparar as arestas pelo mal entendido com Valcke, pediu um encontro na semana que vem com Dilma.
A conveniência da visita de Valcke nesse momento, portanto, estaria sendo alvo de debates entre a Fifa e o governo. Em Brasília, há quem diz acreditar que sua viagem ao Brasil apenas aprofundaria a crise. Blatter, portanto, poderia jogar o papel de pacificador e, com o campo já limpo, Valcke voltaria ao País em uma data posterior.
Blatter, que nesta quarta estava no Butão, chega nesta quinta à Zurique e sabe que sobre sua mesa só existe um assunto: a crise instalada com o Brasil. Sua esperança é de que o problema seja encerrado com a retomada do diálogo e que os temas realmente polêmicos - no caso, os atrasos nas obras - voltem a ser tratados com a atenção devida.

Blatter quer ter encontro com Dilma
O presidente da Fifa, Joseph Blatter, pediu desculpas ao governo brasileiro pelo destempero verbal de seu secretário-geral, Jérôme Valcke, mas nem por isso deixa de fazer seus alertas em relação ao andamento das obras para a Copa de 2014. Em entrevista concedida ao site da Conmebol, ele disse que o Brasil fará um Mundial “extraordinário”, mas afirmou ter uma questão política a resolver no País.
A pendência é sobre as garantias da União para o caso de catástrofes naturais ou atos terroristas que venham a causar prejuízos à Fifa. “Existe ainda um pequeno problema referente às garantias do poder político”, declarou Blatter. “Mas, no final de março, devo me reunir com a presidente Dilma Rousseff e seguramente solucionaremos tudo”. A reunião que Blatter deseja ter com Dilma, no entanto, ainda não está confirmada pela presidente da República.
A insatisfação do dirigente da Fifa é com o artigo da Lei Geral, aprovado na última terça pela Comissão Especial da Câmara e que pode ser submetido nesta quinta à apreciação do plenário da Casa, que determina que o Brasil só será responsável por prejuízo decorrente de “ação ou omissão” do governo ou problemas de segurança, desde que a Fifa não tenha concorrido para esta situação. A entidade quer texto mais amplo. A Advocacia-Geral da União (AGU) deverá emitir parecer para ampliar as garantias.
À Conmebol, Blatter também fez elogios ao Brasil. “Os estádios estarão prontos, não há nenhum problema. Há pessoas que ainda colocam o Mundial em dúvida, mas se esquecem que o Brasil é hoje a sexta potência do mundo e, para 2014, estima-se que será a quinta”, completou. (Agência Estado)

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