O primeiro embate da história entre Independente e São Paulo não terminou como a maioria esperava. Na quarta-feira passada, pela Copa do Brasil, o tricolor paulista conseguiu vencer a equipe do Pará - de um único título estadual - apenas pelo placar mínimo de
1 x 0 em Belém. Assim, o Galo Elétrico forçou o segundo jogo e já embarcou para São Paulo apostando em uma nova “zebra” no reencontro hoje, às 19h30, no Estádio Morumbi.
O São Paulo vem para o jogo sob pressão. Apesar de ter vencido todos os seus últimos três jogos, o Tricolor não vem apresentando um futebol empolgante. A oscilação já irrita a torcida. Para completar, os últimos dias foram marcados por troca de farpas públicas entre o meia Lucas, um dos principais nomes da equipe, e o técnico Emerson Leão. Lucas ironizou às criticas que o treinador fez em relação ao seu desempenho em campo. Ontem, jogadores e comissão técnica trataram de colocar panos quentes na situação embaraçosa. Focado apenas no jogo, Leão realizou apenas duas modificações: a volta do zagueiro Paulo Miranda e do meia Jadson, ambas já esperadas. Para escapar da zebra, os paulistas podem até empatar para se classificar.
O comandante do Independente, Válter Lima, por sua vez, garante que irá fazer uso apenas de uma lógica propagada no mundo do futebol: nada de invenções. “Não existe uma tática ideal. Se existisse já teria acabado com a essencial de paixão e amor do futebol. A maior tática será usar a movimentação, marcação, organização e procurar ser forte”, ensina. O time da Terra da Energia vem de uma derrota no certame local, mas conta com a volta de dois titulares - o atacante Ró e o lateral
direito Lima.
O apelido iria mudar para zebra
Depois de um treino tático pela manhã, o Independente embarcou rumo a São Paulo às 15h30 da tarde desta terça-feira (13). Na bagagem, além das roupas de treino, uniforme e alguns mp3s, um sentimento mais importante do que qualquer valor material: a confiança. “Todo mundo pensou que São Paulo ia chegar aqui e dá de goleada no primeiro jogo. Mas, todos nós sabíamos da qualidade da nossa equipe”, revela o atacante Ró.
Depois da apresentação no Mangueirão, nada é mais tão assustador para os tucuruienses. “Difícil vai ser. Mas, jogamos de igual para igual aqui em Belém”, garante Ró, que retorna ao time depois de ter ficado de fora da partida contra o Clube do Remo pelo Parazão. Nem mesmo o fator casa preocupa. “A maioria da torcida aqui (em Belém) era do São Paulo, então, isso não vai atrapalhar lá”, diz Ró.
O capitão Gian descreve o que seria a quarta-feira ideal. “Fazer mais uma grande partida e contar com um pouco mais de sorte. Porque se tivéssemos com ela, poderíamos ter surpreendido o São Paulo com um gol logo no início da partida”, relembra o meia sobre o gol legítimo anulado aos 4 minutos do primeiro tempo, marcado pela atacante Thiago Floriano. O que mais o Galo deseja é se transformar em outro animal: a zebra. “Vamos jogar para vencer”, encerra Gian antes de ganhar o último “boa sorte” de um torcedor na hora do embarque no Aeroporto. (Diário do Pará)
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