O presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Marco Polo Del Nero, admite que as mortes nas brigas de torcidas afetam a imagem do Brasil como organizador da Copa de 2014 e reconhece que não sabe ainda o que fazer para conter a violência. Ele diz que entre as opções a serem estudadas está a criação de listas negras de torcedores que não poderão entrar nos estádios por mais de uma década.
“Essas pessoas precisam ser banidas do futebol. Quem enfrenta a polícia é bandido e precisa ir para cadeia”, avisa Del Nero, que desembarcou nesta terça-feira em Zurique, na Suíça, para assumir o cargo de membro do Comitê Executivo da Fifa - foi escolhido para substituir Ricardo Teixeira. Ele também diz que ter duas mortes envolvendo torcedores a dois anos da Copa, com aconteceu no domingo com palmeirenses, não é positivo. “Não é uma situação confortável”, declara o dirigente. “Fica um peso para o País que vai receber o Mundial. Quando o País que vai receber competição internacional registra duas mortes, isso pesa.”
Del Nero não esconde que novas medidas terão de ser tomadas e alerta que uma nova legislação precisará entrar em vigor com certa rapidez, justamente para ter um novo marco antes da Copa de 2014. “Vamos aos órgão de segurança pública. Tem que se fazer alguma coisa a mais. O que, eu não sei. Mas que possa ser punido efetivamente”, explica o presidente da FPF, prometendo convocar uma reunião com várias entidades e governo para debater a situação após sua viagem à Suíça.
Outro projeto é a de reforçar a capacidade de investigação da polícia para permitir que se identifique os responsáveis por atos de violência e que seja elaborada uma espécie de lista negra. Quem tivesse seu nome nela ficaria impedido de entrar nos estádios por uma década e estaria fora até mesmo da Copa de 2014 Para ele, essas pessoas não são torcedores. (AE)
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