O Corinthians pode garantir nesta quarta-feira, com uma rodada de antecedência, sua classificação às oitavas de final da Libertadores. Basta um ponto. O time quer mais e busca uma vitória diante do Nacional, às 22 horas, em Ciudad del Este, na fronteira entre Brasil e Paraguai, para ficar em posição privilegiada na luta para ter uma das melhores campanhas e poder fazer os duelos decisivos no Pacaembu. A chance é grande, já que, no lugar da tradicional e temida pressão de quem joga distante de casa, o caldeirão, dessa vez, será corintiano.
A torcida do Corinthians promete invadir o Estádio Antonio Oddoni Sarubbi, do Club Atlético 3 de Febrero, apelidado de “Os Vermelhos”, e pintar as arquibancadas de preto e branco. São esperadas 20 mil pessoas e, com certeza, a presença maciça será de corintianos, que até o final da tarde desta terça-feira já haviam garantido 15 mil ingressos - o Nacional resolveu levar o jogo para a fronteira com o Brasil justamente para arrecadar mais.
Jogando em “casa”, o Corinthians tentará eliminar um dos concorrentes à vaga carimbar seu passaporte às oitavas de final e poder decidir, na última rodada, diante do Deportivo Táchira, uma das três melhores campanhas da fase de grupos da Libertadores.
A mudança de local do jogo, quase numa inversão de mando, da capital Assunção para Ciudad del Este, na divisa com o Paraná, foi tomada pela direção do Nacional, time de pequena torcida em seu país, justamente para ver o estádio lotado e o clube poder lucrar um bom dinheiro.
Os ingressos mais baratos custam R$ 95,00 e, mesmo assim, a procura foi intensa nos últimos dias. Ver o ânimo do torcedor corintiano serve de combustível aos atletas e garante a alegria de quem já sofreu em solo paraguaio, como Júlio César.
Em 2010, no Estádio Defensores del Chaco, em Assunção, o goleiro do Corinthians estava na reserva diante do Cerro Porteño (vitória por 1 a 0) e viu verdadeiro ato de selvageria dos torcedores locais, que atiraram de tudo contra a delegação corintiana, desde copos, chinelos, sapatos, até radinhos de pilha. “O corintiano é assim, está em tudo que é lugar. Se libera o estádio inteiro, ele vai lotar”, diz Júlio César. (AE)
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