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Os fantasmas assombram o Corinthians

Para o Corinthians, a tarefa de tentar vencer a Copa Libertadores é, antes de tudo, uma luta contra seus próprios fantasmas. E nesta edição, a história não é diferente. O time corintiano entra em campo hoje, a partir das 21h50, para enfrentar o Emelec, em

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Para o Corinthians, a tarefa de tentar vencer a Copa Libertadores é, antes de tudo, uma luta contra seus próprios fantasmas. E nesta edição, a história não é diferente. O time corintiano entra em campo hoje, a partir das 21h50, para enfrentar o Emelec, em Guayaquil (Equador), pelas oitavas de final, uma fase que não conseguiu ultrapassar nas últimas quatro vezes que disputou na competição continental.

A última vez que o Corinthians passou das oitavas de final da Libertadores foi em 2000, para depois cair diante do Palmeiras na semifinal. Após essa campanha, disputou outras quatro edições da competição. Em 2003 e em 2006, seu carrasco foi River Plate. Nas duas eliminações, depois de grande investimento em contratações caras para formar um time com calibre para ser campeão continental pela primeira vez na história, a torcida se revoltou com a queda precoce, crises se instalaram no Parque São Jorge e os atletas que foram considerados os vilões jamais foram perdoados.

Em 2003, Roger Guerreiro protagonizou o famoso lance do “pega, pega”, ao obedecer ordem do então técnico Geninho e dar uma forte chegada em D’Alessandro, a estrela do River Plate. Foi expulso e carimbado como culpado pela eliminação. Três anos depois, foi a vez de outro lateral formado em casa, Coelho, sentiu a fúria da torcida após falhar em lances do jogo em que o time argentino era considerado mais fraco que o Corinthians, uma equipe que contava com Tevez, Mascherano, Nilmar e Ricardinho.

Depois dessa decepção, o Corinthians só voltou à Libertadores em 2010. Mas no ano do centenário, a sorte não colaborou para que o time passasse das oitavas de final. O confronto logo na primeira rodada do mata-mata foi contra o Flamengo. Uma vitória para cada lado marcou a disputa, mas o time carioca passou por ter feito um gol fora de casa e frustrou as esperanças corintianas de quebrar a escrita. No ano passado, porém, a pressão pela eliminação precoce do Corinthians no torneio voltou a provocar irritação nos torcedores. Ao nem sequer conseguir entrar na fase de grupos, depois de ser eliminado pelo inexpressivo Tolima, da Colômbia, na fase preliminar da Libertadores, o time sentiu a fúria de torcedores, que chegaram até a depredar carros e a cobrar os atletas na porta do CT.

Para tentar quebrar esse pequeno tabu, o técnico Tite se propôs a montar o time para, ao menos, marcar um gol no Estádio George Capwell. “É melhor que saiamos com um 2 a 1 para o Emelec do que com o 0 a 0”, avaliou o comandante corintiano.
O Corinthians entra em campo com duas mudanças importantes. Cássio será o goleiro titular, depois de que Júlio César foi barrado pelas falhas na eliminação no Paulistão. E Willian foi o jogador incumbido de ser a referência do ataque - Liedson, antigo dono da posição, nem viajou para o Equador. Essa última alteração mexe um pouco com a forma de o time se movimentar, já que Willian não é um centroavante típico, embora esteja em boa fase, marcando gols. Na defesa, Chicão deve jogar. (Agência Estado)

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