O jogo contra o Vitória, nesta quarta-feira, a partir das 19h30, no Engenhão, ganhou importância redobrada para o Botafogo. Depois da goleada de 4 a 1 sofrida para o Fluminense, domingo, na primeira partida da final do Campeonato Carioca, a chance mais real de um título no primeiro semestre está na Copa do Brasil. Além disso, avançar para as quartas de final evitaria um novo baque e manteria um mínimo de disposição para os botafoguenses buscarem uma improvável reviravolta na competição estadual.
O empate por 1 a 1 obtido há uma semana, em Salvador, dá a vantagem ao Botafogo de jogar por uma igualdade sem gols no Rio. E os jogadores botafoguenses comemoram a oportunidade de entrar em campo, apenas três dias depois da derrota para o Fluminense, para buscar a reabilitação.
"Ainda bem que temos esse jogo. Se fosse uma semana cheia, seria ainda pior. A gente sabe que não adianta ficar chorando e lamentando, mas é difícil. Temos que pensar no Vitória para depois falar de Fluminense", disse o meia Maicosuel.
Demonstrando abatimento, o técnico Oswaldo de Oliveira trabalhou mais o lado emocional de seus atletas durante a semana, deixando questões técnicas ou táticas em segundo plano. "Vivemos uma gangorra entre a euforia e a depressão. Temos de saber equilibrar esses dois níveis. Precisamos estar preparados para esse tipo de situação", discursou o comandante botafoguense.
O atacante Loco Abreu deve jogar nesta quinta-feira, mesmo com dores musculares. Oswaldo de Oliveira não abre mão da experiência do veterano uruguaio em momento capital da temporada. "Em um jogo com caráter tão decisivo eu prefiro usá-lo", disse o técnico.
Além do reserva Jobson, ainda em recuperação física, o único desfalque do Botafogo é o meia Andrezinho, com estiramento muscular. Assim, o time que encara o Vitória deve ser o mesmo que foi derrotado pelo Fluminense no último domingo.
(Agência Estado)
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