Todo o cuidado é pouco. Assim o Corinthians está tratando o duelo de ida diante do Vasco. Apesar de ter conseguido bons resultados contra o rival recentemente, a atenção no Rio de Janeiro deve-se ao fato de o time não vencer lá desde 2006. No período, foram quatro jogos, com gols vascaínos em todos e duas derrotas por 2 a 0, em 2007 e 2010. Os empates foram por 1 a 1 em 2009, no qual o Corinthians levou o empate e passou muito sufoco, e depois por 2 a 2 no ano passado, após estar duas vezes atrás do placar.
Considerando o duelo equilibradíssimo, o técnico Tite sabe que precisa ao menos de um empate fora, de preferência com gols, para não voltar a atuar sob pressão em casa, como já fez diante do Emelec. Sem contar o clima de guerra. No ano passado, o Corinthians foi recebido sob chuva de objetos.
“Lá sempre é assim quando a gente chega para jogar. No Brasileiro foi assim, imagine agora. É pedra, latinha, tudo voando, uma enorme pressão. Temos de esquecer isso aí, nosso grupo é experiente e tem de contornar, pensar apenas dentro de campo, onde também não teremos vida fácil”, enfatizou o meia Danilo.
“Será um jogo perigoso. Lá não é muito fácil, a pressão é grande, tem o gramado que não é legal. Temos de nos preparar bastante”, endossou Alex.
FRATURA
A Libertadores acabou na última quarta para Edenílson, titular da lateral direita desde o dia 7 de março. O exame de imagem realizado nesta sexta no pé esquerdo do volante confirmou uma fratura no quinto metatarso e ele será submetido a cirurgia na próxima quarta. Edenílson torceu o pé em um lance isolado, ainda no primeiro tempo diante do Emelec, e já deixou o Pacaembu com botinha ortopédica e de muletas. Alessandro, antigo titular, reassume a posição contra o Vasco.
Vasco quer quitar salários
Dada a importância e dificuldade do confronto contra o Corinthians, pelas quartas de final da Copa Libertadores, na próxima quarta-feira, a diretoria do Vasco da Gama trabalha com rapidez para quitar salários atrasados desde março deste ano e evitar insatisfação no elenco às vésperas da partida. O clube ainda deve parte de premiações e direitos de imagem.
Mesmo assim, reforçou o “bicho” em caso de classificação para as semifinais. “O problema dos salários existe. Pesa no momento algumas premiações que precisamos liquidar”, disse o vice de futebol do clube, José Hamilton Mandarino. (Agência Estado)
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