Desde o último dia 16 de maio, árbitros de todo Brasil aguardam o desfecho em torno da regulamentação da profissão. A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que regulamenta a atividade no país. A proposta sofreu algumas modificações e agora volta para os Senadores apreciarem. Se passar, segue para a sanção da presidente Dilma Rousseff.
A novidade é tida como boa aos que exercem a função, mas exige bastante atenção às novas regras, que buscam dar à classe mais transparência e qualidade, além de assegurar novos benefícios. “Existe a coisa legal, mas existem outras que precisam ser vistas com calma. Quando um cidadão passa a ser profissional do apito, tem a questão de aposentadoria e outros fatores como em qualquer profissão”, explica José Guilhermino, presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Paraense de Futebol.
Entre as novas regras que serão aplicadas, caso o Senado aprove o projeto, existe a que torna crime a corrupção na arbitragem. Se for comprovado que o árbitro agiu de forma dolosa no resultado de uma partida, favorecendo alguma equipe, ele poderá sofrer pena de seis meses a dois anos de prisão, mais multa.
Outro ponto é a questão financeira, muito discutida ao longo dos anos. “A remuneração é muito relativa, varia de categoria. Se é amador, profissional ou nacional, em média de R$ 600,00 a R$1.200,00 por jogo”, diz o paraense Dewson Fernando de Freitas.
Dewson diz ainda que recebe a notícia “de braços abertos, com muita felicidade e sempre aguardando o que seja benéfico a nós”. Segundo ele, a intenção é acabar de vez com o amadorismo e extinguir a imagem que se tinha sobre a compra de resultados. “Não existe mais (corrupção) profissionais desse tipo, os que existiam foram banidos do futebol. Prova disso é arbitragem paraense que hoje é destaque nacional nos últimos dois anos, tanto a nível nacional como local”.
A proposta, que já tramita no Congresso há 10 anos, é vista como essencial para dar qualidade ao futebol, cada vez mais profissional, e José Guilhermino vê na divulgação ao público, o início de uma nova era, muito mais cobrada e fiscalizada. “Ser árbitro mexe com multidões e move paixões. Então, de uma forma geral, quando a opinião souber que a profissão foi regulamentada, a cobrança será maior, assim como a responsabilidade do árbitro”, termina o dirigente.
(Diário do Pará)
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