A pausa de dez dias do Campeonato Brasileiro é enxergada como a possibilidade de descansar os atletas e treinar a parte tática. Apesar de reconhecer os benefícios, o São Paulo se preocupa com a possibilidade dos jogadores voltarem sem a “pegada” adequada às vésperas das semifinais da Copa do Brasil contra o Coritiba.
Os próprios atletas admitem que o período longe dos gramados é prejudicial para a equipe. “A ansiedade sempre existe, afinal estamos perto de um objetivo e aí você fica um período sem jogar. Precisamos pensar primeiro no Inter e no Santos”, afirmou o meia Cícero.
Antes de decidir o seu futuro no torneio mata-mata, o São Paulo terá dois jogos complicados pela frente no Campeonato Brasileiro A expectativa é que colorados e santistas consigam devolver ao time o espírito de jogo antes da decisão. “Acho bom ter esses dois jogos antes da semifinal, são adversários fortes, bons de se enfrentar e acredito que vão ajudar na preparação da equipe”, emendou Cícero.
Emerson Leão é outro que não gostou da paralisação. O treinador é adepto da teoria que uma equipe se forma durante as partidas e acha que o São Paulo acabou se prejudicando. “É bom para recuperar os atletas, mas para uma equipe que vinha com a nossa rotina de vitórias e no nosso ritmo, não é bom”, criticou.
A última grande pausa na temporada foi extremamente prejudicial para o São Paulo. Em 2010, a equipe despontava como favorita à Copa Libertadores antes das semifinais contra o Internacional. No entanto, o calendário parou para a realização da Copa do Mundo e no retorno o que se viu foi um time perdido e que acabou eliminado para um rival que vinha em crise na época. A queda deixou alguns traumas.
Os atletas têm uma lição do passado para evitar repetir os erros no presente. Mas no que depender de Leão, ninguém vai sentir a falta de ritmo. “Prefiro ver meus atletas em campo. Teremos a volta do Lucas, do Casemiro e do Bruno Uvini (contra o Coritiba). Isso aumentará as nossas opções”, concluiu.
(Diário do Pará)
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