Até o fim da tarde de segunda-feira (4), a metade dos 20 clubes pertencentes à terceira divisão do Campeonato Brasileiro já havia se manifestado oficialmente para uma ação conjunta, que deve ser dada entrada ainda hoje, terça-feira (5), na Justiça Comum do Rio de Janeiro. A informação foi repassada pelo advogado Osvaldo Sestário Filho, que representa os clubes. Ele revela que o objetivo da ação será exigir, por meio de uma liminar, que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) inicie a Série C, suspensa há duas semanas
De acordo com Sestário, um encontro entre representantes de times da terceirona está marcado para hoje, a partir das 15 horas, na sede da CBF. Somente após esta reunião é que o documento conjunto será encaminhado. “Até o momento (ontem à tarde) já recebi 10 procurações de clubes da terceirona, mas a previsão é que todos participem desta ação, que cobrará o início do campeonato”, revela.
O advogado diz que está otimista quanto a um parecer favorável, mas acha muito difícil que a Série C tenha início já neste fim de semana, por conta do feriado de Corpus Christi, nesta quinta-feira (7). A expectativa, então, será para que a bola role a partir dos dias 16 e 17 de junho.
Sestário explica ainda que os clubes vão exigir que a CBF inicie o campeonato da Série C, pois estão sofrendo grandes prejuízos com a suspensão da competição. Outro objetivo da ação, segundo o advogado, é cassar todas as liminares que existem até o momento, oriundas de estados diferentes para que elas sejam convertidas apenas para o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Desta forma, ele acredita que haverá mais celeridade nos processos.
“A Justiça Desportista já se manifestou, então como a briga está na Justiça comum, nada mais justo que recorramos a Justiça Comum”, ressalta. No Águia de Marabá, a expectativa é para que a Série C comece o mais breve possível. Por conta dos custos com a viagem, o clube não enviará nenhum diretor para o encontro que acontece hoje, na sede da CBF, mas será representado por Sestário.
Segundo os cartolas do Azulão, o time marabaense ainda não pensou na possibilidade de ficar sem calendário neste segundo semestre. Caso a Série C não ocorra, o presidente licenciado, Sebastião Ferreira Neto, o Ferreirinha, revela que apoia a realização de um campeonato paralelo.
(Diário do Pará)
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