A revanche da semifinal do Campeonato Paulista entre São Paulo e Santos será muito menos empolgante do que os últimos confrontos entre as equipes. Neste domingo, quando entrarem em campo no estádio do Morumbi, a partir das 18h30, os dois times estarão mutilados por desfalques e atuarão longe de sua força máxima. A seleção brasileira se encarregou de tirar Lucas, Casemiro e Bruno Uvini, pelo lado dos donos da casa, e Neymar e Rafael, do lado santista.
Além deles, Luis Fabiano (suspenso), Arouca, Paulo Henrique Ganso e Fucile (lesionados) também estão fora, só para citar os mais conhecidos. Uma verdadeira legião que não para de crescer e virou assunto delicado entre os médicos dos dois lados, que evitam dizer quem pode ou não voltar para o clássico.
Mas os inúmeros desfalques são apenas um dos pontos em comum dos rivais para a partida. O começo de temporada abaixo do esperado faz com que ninguém se dê ao luxo de perder. Empatados com três pontos e em posições intermediárias na tabela de classificação, santistas e são-paulinos vêm alternando bons e maus momentos e ainda passam longe de justificar a condição de favoritos ao título atribuída antes do início da competição.
A obrigação da vitória esbarra em outra semelhança, a “decisão” que ambos têm no meio da semana: o clube tricolor recebe o Coritiba, pela Copa do Brasil, enquanto que o Santos encara o Corinthians na semifinal da Copa Libertadores.
Do lado são-paulino, Emerson Leão sofre para armar a equipe sem seu ataque titular e vem de uma partida onde a equipe não desenvolveu praticamente nada. Sem muitas opções, ele não descarta usar três atacantes apesar do fraco rendimento da formação contra o Internacional, na última quarta-feira. “Não tenho preocupação com relação entre usar três ou dois atacantes. Se optar por três, um sempre voltará para compor o meio”, afirmou Emerson Leão
Se levar em conta o desempenho na partida no Sul, Maicon pode ganhar uma oportunidade e mandar Osvaldo ou Fernandinho para o banco. O meia atuou na função de Casemiro no segundo tempo e deu mais padrão de à equipe, além de ter melhorado a saída de bola. Willian José é nome certo na frente e tentará manter a boa média de gols em clássicos: foram dois em três jogos disputados.
Outra certeza é que o volante Fabrício, que poderia ser opção para a marcação ao lado de Denilson, continua aprimorando a forma física após se recuperar de uma lesão e está vetado mais uma vez. (AGÊNCIA ESTADO)
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