Em meio a uma grande reformulação no elenco, o Botafogo recebe a Ponte Preta hoje, às 18h30, no Engenhão, na esperança de que um velho ídolo que está em baixa volte a seus melhores tempos. O atacante uruguaio Loco Abreu deve retomar o posto de titular, com a saída do argentino Herrera já basicamente sacramentada. E, aos 35 anos, ele tenta se reinventar para prolongar a carreira, que parece em declínio irrevogável.
Ao longo da semana, Loco Abreu demonstrou todo o descontentamento com a reserva e cogitou deixar o clube. Alegou que o esquema do técnico Oswaldo de Oliveira não privilegia seu estilo de jogo e que não é possível lutar contra a tática. O comandante botafoguense discorda e, mesmo com discurso de respeito ao veterano atacante, não tem demonstrado muita preocupação com sua eventual saída.
“O Botafogo também jogava assim ano passado. O que acho é que não podemos sobreviver de bola alta. Mesmo com o Abreu, isso deve ser uma alternativa. Gosto de bola no chão e jogadas em velocidade pelas laterais”, disse Oswaldo de Oliveira, que se recusou a decretar o uruguaio como dono da posição depois do afastamento de Herrera para negociar sua saída do clube. “A gente vai analisar. Se o Loco entrar e fizer os gols, vai perdurar. O futebol é momento”, comentou o técnico. “Quero que o Botafogo funcione, não estou preocupado com quem vai ser.”
Durante os treinamentos, o meia Elkeson chegou a ser improvisado como centroavante, mas, pelas palavras de Oswaldo de Oliveira, o atacante uruguaio vai mesmo ganhar uma nova oportunidade. Ele fez, no entanto, um alerta. “(O Loco Abreu) precisa se adaptar a como eu quero que a equipe jogue e já fez isso em anteriormente. Mas ele já tem 35 anos e não resistiria a uma sequência grande de partidas”, argumentou o técnico.
(Agência Estado)
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