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Boca é mais do que um simples time

Seis vezes campeão da Copa Libertadores, o Boca Juniors conta com a sua fanática torcida para buscar mais um troféu na competição sul-americana. E, novamente, os torcedores xeneizes não poderão celebrar a conquista no famoso estádio La Bombonera. Somente

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Seis vezes campeão da Copa Libertadores, o Boca Juniors conta com a sua fanática torcida para buscar mais um troféu na competição sul-americana. E, novamente, os torcedores xeneizes não poderão celebrar a conquista no famoso estádio La Bombonera. Somente por duas vezes a equipe festejou em sua casa - em 1978 contra o Deportivo Cali, da Colômbia, e em 2001 contra o Cruz Azul, do México.

Nascido no bairro de La Boca, um setor da capital argentina originalmente povoado por imigrantes italianos, o Boca Juniors, que completou um século em 2005, é o time que mais mística acumula na Argentina. Por um lado, está a lenda da suposta composição operária de seus torcedores. Por outro, as características peculiares de seu templo: La Bombonera. E, de quebra, o fanatismo de seus torcedores.

“Filhos de Itália”, “Defensor da Boca”, “Estrela da Itália”, “Boca Juniors”. Esses eram os nomes que cinco rapazes, filhos de imigrantes italianos de Gênova, debatiam para batizar o time. A discussão transcorreu em um perdido dia do distante ano de 1905. Finalmente optaram por Boca Juniors. Com o nome escolhido, faltava a definição cromática. Com dúvidas, o quinteto genovês-argentino decidiu que as cores seriam as mesmas da bandeira do primeiro navio que entrasse no porto. A embarcação que chegou minutos depois ostentava as cores do estandarte sueco: azul e amarela. Seus torcedores definem-se como “boquenses” ou “xeneizes” (pelas origens genovesas do bairro). A denominação depreciativa “bosteros”, lançada décadas atrás pelos rivais do River Plate, indicava que os torcedores do Boca Juniors eram meros carregadores de cocô de cavalo.

O estádio do Boca recorda uma caixa redonda de bombons, já que suas paredes íngremes fazem com que o espectador que está sentado na última tribuna veja o campo como se fosse mergulhar nele. Boquenses e não boquenses sustentam que La Bombonera “vibra” junto com seus torcedores, especialmente quando a torcida grita os cânticos de respaldo, famosos por serem uma antologia ímpar de palavras de baixo calão, com abundantes referências à mãe de outrem.

Existem estádios maiores no país. No entanto, pela sua mística, La Bombonera é considerada a catedral do futebol na Argentina.

(Diário do Pará)

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