Além da cobiçada vaga para o Mundial de Clubes da Fifa, que será disputado em dezembro, no Japão, o título da Libertadores garantiu o fim do fantasma que perseguia o Corinthians na competição continental. Foram necessárias dez participações no torneio para que o clube finalmente chegasse à decisão e, com a vitória diante do Boca, à primeira conquista.
A primeira vez que o Corinthians disputou a Libertadores foi em 1977, quando acabou eliminado na primeira fase, em grupo que tinha ainda Internacional, do Brasil, El Nacional e Deportivo Cuenca, ambos do Equador.
Depois, em 1990, o clube acabou com a fama de ser “regional” ao conquistar seu primeiro título brasileiro. A vitória deu a vaga na Libertadores do ano seguinte, mas o Corinthians não foi longe e acabou caindo nas oitavas de final diante do Boca Juniors.
O desejo corintiano de vencer a Libertadores só cresceu nos anos seguintes. Com o bicampeonato do São Paulo, em 1992 e 1993, o torneio continental ganhou força entre os clubes brasileiros. Foi assim que o Corinthians chegou à competição em 1996. A diretoria não poupou esforços e trouxe nomes como o do atacante Edmundo. Mas o time caiu nas quartas para o Grêmio.
Com o bicampeonato brasileiro de 1998 e 1999, o Corinthians ganhou o direito de participar das Libertadores de 1999 e 2000, as duas mais traumáticas para a torcida. Na primeira, depois de uma grande campanha na primeira fase e ter passado pelo Jorge Wilstermann (Bolívia) nas oitavas de final, se credenciou a enfrentar o Palmeiras. Diante do maior rival, o time do Parque São Jorge viu nascer o mito de “São Marcos” na primeira partida, quando o goleiro foi fundamental na vitória palmeirense por 2 a 0. Na volta, os corintianos devolveram o placar, levaram a decisão para os pênaltis, mas viram Vampeta e Dinei errarem e acabarem com o sonho do título.
Foi neste cenário, e credenciado pelo título do Mundial de Clubes da Fifa, conquistado no início daquele ano, que o Corinthians voltou a encontrar seu maior rival na Libertadores de 2000, desta vez nas semifinais. Depois de uma vitória emocionante na primeira partida por 4 a 3, o time de Oswaldo de Oliveira vencia também a segunda partida por 2 a 1, mas acabou permitindo a virada e o jogo foi novamente para os pênaltis. Desta vez, o vilão seria o maior ídolo da torcida, Marcelinho Carioca, que perdeu o último pênalti.
Depois das eliminações para o Palmeiras, o River Plate se tornaria o carrasco corintiano nas participações seguintes, sempre nas oitavas, em 2003 e 2006, sendo que, neste último, quando o placar apontava 3 a 1 para o River, torcedores quebraram o portão do Pacaembu, tentaram invadir o campo e o jogo foi encerrado antes dos 45 minutos.
Os últimos dois anos marcaram as últimas decepções corintianas na Libertadores. Em 2010, com Ronaldo no ataque, a equipe caiu nas oitavas de final diante do Flamengo. Já em 2011, o time comandado por Tite precisou participar da fase preliminar da Libertadores, na qual acabou sendo eliminado pelo fraco Deportes Tolima. No entanto, naquele mesmo ano, a equipe se recuperou e conseguiu o título brasileiro que a credenciou para o torneio continental deste ano.
(Agência Estado)
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