O técnico Dorival Junior não escondeu a decepção com a atuação do Flamengo na derrota por 4 a 1 para o Internacional, de virada no último domingo, no Beira-Rio, pela 21.ª rodada do Campeonato Brasileiro. O treinador cobrou uma reação da equipe já no confronto desta quarta-feira, contra a Ponte Preta, às 19h30, em Volta Redonda, mas admitiu que hoje é utopia falar na possibilidade de o time brigar pelo título nacional no segundo turno da competição.
"Temos que tentar uma correção rápida e buscar uma recuperação. E que isso nos mostre um novo caminho, porque o Flamengo não pode se dar ao luxo de jogar tão pouco numa partida tão importante, onde tínhamos um compromisso direto, um time postulante também a uma dessas vagas (na Copa Libertadores)", afirmou o comandante, para depois lembrar que o time sofreu grande queda de rendimento no último domingo e precisa melhorar muito se quiser brigar pelas primeiras posições.
"Falar sobre título, neste momento, é utópico. Nós temos que trabalhar para que a equipe se reequilibre novamente e volte a jogar com consistência, como vinha fazendo nas partidas anteriores, a exceção dessa contra o Internacional", enfatizou.
O atacante Vágner Love revelou grande decepção com a derrota por goleada sofrida em Porto Alegre, depois de ter aproveitado uma falha feia de Muriel para abrir o placar para o time flamenguista. "Demos muito espaço para o Internacional. Na verdade, hoje (domingo) faltou fazer tudo. Não fizemos nada do que treinamos e apresentamos nos outros jogos. Não marcamos, não jogamos. Não fizemos nada", analisou.
O lateral Léo Moura, que completou 400 jogos pelo Flamengo no último domingo, foi outro que admitiu descontentamento com o nível de atuação do time carioca. "Essa não foi a nossa equipe. Não conseguimos fazer nada do que estamos acostumados, nem brigar pelo resultado. Agora é trabalhar para mudar esse quadro já contra a Ponte", disse o jogador.
Já o goleiro Felipe viu a derrota para o Inter como emblemática para o Flamengo durante esta passagem de Dorival Júnior como técnico do time. "De todos os jogos depois da entrada do Dorival esse foi o que demos mais espaço para o adversário. O Flamengo não entrou em campo. Ao menos temos que tirar isso como lição para que não aconteça mais nos outros jogos", alertou.
(Agência Estado)
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