O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, será alvo de um ato de escracho no domingo (11), às 14h, no vão do Museu de Artes de São Paulo, na capital paulista. Segundo o grupo Articulação Estadual pela Memória, Verdade e Justiça de São Paulo, que organiza a manifestação, o então dirigente máximo da CBF teve ligações com a ditadura militar e também responsabilidade na morte do jornalista Vladmir Herzog.
De acordo com o documento que convoca o protesto, em 1975, durante a ditadura, Marin era deputado estadual de São Paulo pelo Arena – partido que sustentava o regime militar – e proferiu um discurso em que criticava o tipo de jornalismo feito pela TV Cultura, que na época tinha Herzog como diretor de Jornalismo. Dezesseis dias depois do pronunciamento, o jornalista foi preso, torturado e apareceu morto na sede do Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi).
Após ser jogadores de futebol, Marin entrou para o mundo da política como vereador de São Paulo (SP). Mais tarde tornou-se vice-governador de Paulo Maluf, no Estado de São Paulo, já filiado ao Arena, além de chegar a governar o Estado em 1982 e 1983. Com o fim da ditadura militar, o então presidente da CBF se candidatou a prefeito e a senador, mas não conseguiu se eleger em nenhuma das oportunidades.
(DOL, com informações da Rede Brasil Atual)
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