A torcida ignorou o calor de São Paulo, o trânsito pesado do início de dezembro e o fato de o embarque do Corinthians para o Japão ocorrer em plena segunda-feira [ontem]. Não houve nada que pudesse interromper a ida do “bando de loucos” ao Aeroporto Internacional Franco Montoro, em Guarulhos, para dar a última palavra de apoio, o último incentivo, aos 23 jogadores e à comissão técnica antes da viagem para a disputa do Mundial de Clubes da Fifa. Depois do inédito título da Copa Libertadores no meio do ano, o “mar negro” que tomou conta da América agora vai atravessar continentes rumo à Ásia.
Dentro de ônibus de torcidas uniformizadas ou por iniciativa individual - a pé, de carro ou até de bicicleta -, algumas centenas de corintianos tomaram o rumo do aeroporto. A localização ajudou na peregrinação corintiana. A principal organizada do time, a Gaviões da Fiel, tem sua quadra à beira da Marginal do Tietê, que leva à Rodovia Ayrton Senna, onde está o CT do Parque Ecológico.
Seus torcedores não hesitaram em parar o trânsito de uma das mais congestionadas vias da capital no fim da tarde, antes de embarcarem para o aeroporto. No caminho até Guarulhos, a Gaviões da Fiel previa uma parada na porta do local onde os jogadores ficam concentrados.
O centro de treinamento, um dos muitos orgulhos corintianos conquistados nos últimos tempos, virou ponto obrigatório para as caravanas. Antes das 15 horas (de Belém) alguns torcedores já se postavam em frente ao portão principal. Conforme a noite chegava, mais pessoas se acumulavam. De pura observação, virou festa: churrasco garantido, faixas penduradas e até televisão com imagens dos jogos da Libertadores. Os rojões, claro, assim como a batucada, não faltaram.
Do lado de dentro dos muros os jogadores tentavam conter a ansiedade. Na última atividade antes da viagem, os corintianos fizeram um trabalho de recuperação - apenas os reservas entraram em campo.
ANSIEDADE
O técnico Tite não escondia a excitação sobre o que veria dali a poucas horas, nos 12 quilômetros que separam o CT do aeroporto. E fez uma promessa. “É o momento em que a gente vê a paixão do torcedor, que é o motivo maior de todos os clubes, não só o Corinthians. E quando se estabelece essa relação entre jogadores e clube, é a coisa mais bonita. Quero falar para o corintiano que vamos fazer tudo o que for humanamente possível para passar pelo primeiro jogo, chegar à final e depois ganhar o título. Se perdermos, vai ser para uma equipe melhor, e não por falta de trabalho. Esse é um compromisso que eu tenho com a torcida”.
(Diário do Pará)
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