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ESPORTE BRASIL

Tremer? Só de frio

Primeiro foi o fuso, depois o frio, agora a neve. Enquanto navega tranquilo à espera da estreia no Mundial de Clubes, amanhã, em Toyota, somente obstáculos naturais atravessam o caminho do Corinthians pelo bi mundial. Embora a delegação corintiana já agua

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Primeiro foi o fuso, depois o frio, agora a neve. Enquanto navega tranquilo à espera da estreia no Mundial de Clubes, amanhã, em Toyota, somente obstáculos naturais atravessam o caminho do Corinthians pelo bi mundial. Embora a delegação corintiana já aguardasse pelas baixas temperaturas no Japão, a neve passou a ser um adversário inesperado da equipe.

Domingo, nas quartas de final do torneio, alguns dos principais jogadores corintianos não foram ao estádio de Toyota assistir à vitória do Al Ahly, adversário de quarta. O motivo: o frio intenso de 2º C, com sensação térmica abaixo de zero e sob neve. Muitos dos que foram viram o fenômeno pela primeira vez. Ontem, a vizinha Nagoya, onde o time está hospedado, amanheceu sob uma fina camada branca da neve.

A previsão do tempo para quarta em Toyota é de 2º C. A possibilidade de jogar sob neve preocupa mais pelo estado do gramado, que pode ficar mais escorregadio. Ontem, Tite esperava treinar sob neve em Kariya, a 30 km de Nagoya. Mas o trabalho limitou-se ao frio, pois não nevou. A ideia do técnico era acostumar o time com a possível novidade. “Jogar com neve foge do que a gente está acostumado durante toda a temporada no Brasil”, disse o lateral Fábio Santos. “Mas, depois de certa temperatura, o pé congela do mesmo jeito, com ou sem neve”.

O gramado liso pode dar aos times uma arma a mais: o chute de longa distância. O Corinthians, porém, ainda tenta habituar-se à jogada, pouco usada em 2012. Na Libertadores, por exemplo, só um gol foi marcado de fora da área, por Jorge Henrique.

Com a entrada de Douglas no time titular no segundo semestre, Tite vem pedindo mais chutes de longe. “A gente tem que ter finalização de média distância. Eu digo ao Douglas para chutar de longe, pois isso facilitaria as ações”, disse o treinador. “O Douglas chutando uma, duas, desperta a atenção do adversário, encurta a marcação e abre espaços em outras partes do campo, facilitando também o passe”.

CHELSEA X MONTERREY
Para o goleiro Petr Cech, o Chelsea precisa se acostumar o mais rapidamente possível com o fuso horário japonês, nove horas à frente do inglês. “O Monterrey [adversário da semi] já está aclimatado”, disse. Um dia após bater o Ulsan Hyundai e avançar para a semifinal, o Monterrey pegou o trem-bala e já chegou a Yokohama, onde enfrenta o Chelsea na quinta. “Sabemos do nível do Chelsea, mas confiamos em nosso time”, declarou o técnico Victor Vucetich.

(Diário do Pará)

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