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Vestiário do Tigre marcado de sangue e destruição

Após a confusão provocada pela desistência do Tigre, equipe argentina que deu a vitória por WO ao São Paulo e a taça da copa Sul-Americana, o atrito parece que não vai ter fim tão cedo.Revoltados pelo estado de depredação do vestiário, dirigentes são-paul

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Após a confusão provocada pela desistência do Tigre, equipe argentina que deu a vitória por WO ao São Paulo e a taça da copa Sul-Americana, o atrito parece que não vai ter fim tão cedo.

Revoltados pelo estado de depredação do vestiário, dirigentes são-paulinos ordenaram que o espaço fosse aberto à imprensa, já por volta de 1h30 da manhã de hoje (13). Foi possível constatar que as divisórias de madeira foram arrancadas para servir de munição aos membros da equipe argentina. Eles se negaram a retornar para a etapa final com alegação de falta de segurança e de que armas de fogo haviam sido apontadas no vestiário.

Inclusive após o fim da partida, membros da comissão técnica argentina prestaram depoimento à polícia e reafirmaram que foram agredidos e ameaçados por seguranças do Tricolor no vestiário, que inclusive apresentava marcas de sangue em algumas paredes e móveis.

Os dirigentes tricolores afirmaram que vestígios de sangue não provam nada. Para o vice-presidente de Futebol do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, a suposta ‘agressão’ é uma forma de a equipe argentina descaracterizar a conquista grandiosa do São Paulo. “Esse time bateu muito no nosso lá, isso o mundo viu. A própria imprensa argentina viu e documentou”, acrescentou.

A Polícia Militar, porém, confirma que seguranças do São Paulo e jogadores do Tigre protagonizaram uma briga no vestiário durante o intervalo e que algumas pessoas ficaram feridas. Os argentinos não quiseram voltar para o segundo tempo por se sentirem acuados, mas a polícia militar negou que alguém estivesse trabalhando armado ou tivesse coagido os jogadores do Tigre.

De acordo com as informações do canal "Globo News", três jogadores hermanos passaram por exame de corpo de delito no Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância). Outros cinco atletas prestaram depoimento: Albil, Orban, Galmarini, Borelli e mais um jogador não-identificado. O presidente Rodrigo Molinos acompanhou o caso de perto no local ao lado de um cônsul argentino.

Quatro seguranças do São Paulo envolvidos na confusão também foram ouvidos. Todos descartaram qualquer tipo de agregação e, em seguida, afirmaram que apenas tentaram impedir a invasão dos jogadores do Tigre (ARG) ao vestiário são-paulino. Eles foram liberados por volta de 4h.

Margareth Barret, delegada titular do Decradi, deve pedir ainda nesta quinta-feira imagens das câmeras de segurança do Morumbi para dar sequência nas investigações do caso, que, segunda ela, será tratado como "intolerância desportiva".

A partida
A confusão começou assim que o primeiro tempo terminou, com vitória são-paulina por 2 a 0. Lucas, que ficou com o nariz ensanguentado após levar cotovelada de Orban, foi tirar satisfação com o rival, que não gostou. Os jogadores trocaram empurrões na porta do vestiário e o árbitro Enrique Osses expulsou Paulo Miranda, do time da casa, e Díaz, do Tigre. Depois de um tempo de indefinição, ele apitou o fim do jogo e o São Paulo recebeu o troféu.


(DOL, com informações do site Terra e Jornal O Inconfidente Online)

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