A confusão envolvendo jogadores e comissão técnica do Tigre e seguranças do São Paulo não causa qualquer preocupação na diretoria com possíveis desdobramentos do caso para a disputa da Copa Libertadores e da Copa Sul-Americana do ano que vem. Mesmo diante das acusações dos argentinos de que seguranças do clube apontaram uma arma para o goleiro Albil, ninguém acredita que o clube possa sofrer sanções da Conmebol para a disputa dos torneios em 2013, como suspensão ou perda de mandos de campo.
Os dirigentes se resguardam na posição da entidade em reconhecer o clube como legítimo campeão e entregar o troféu para justificar a posição. Mesmo tendo seu presidente Nicolás Leoz presente no Morumbi e vendo com os próprios olhos todo o episódio de violência, a entidade máxima do continente não se pronunciou a respeito e sequer sinalizou que tipo de providências pretende tomar.
No site da Conmebol, uma nota de quatro linhas ressalta o título do São Paulo e diz que a partida foi encerrada precocemente porque “os jogadores do Tigre alegaram que foram agredidos por seguranças”. A preocupação maior está na invasão de parte da torcida após o fim da partida. A expectativa é que o clube tricolor receba apenas uma multa.
ACUSAÇÕES
Seis integrantes da delegação do Tigre prestaram depoimentos na madrugada desta quinta-feira, após o jogo, na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no centro de São Paulo. O goleiro Albil, o lateral Orban e o volante Galmarini (que levou três pontos por causa de um corte na testa) fizeram exame de corpo de delito e sustentaram a versão de que foram agredidos sem nenhum motivo pelos seguranças.
“O que aconteceu estava tudo orquestrado desde que chegamos a São Paulo. Queriam tornar nossa vida impossível e utilizaram até mesmo o recurso da agressão”, comentou o técnico Néstor Gorosito, no desembarque em Buenos Aires.
O São Paulo disse estar seguro que os fatos serão esclarecidos. “Parece o lance do (Roberto) Rojas no Maracanã, quando simulou o rojão na eliminatória da Copa. Eles quiseram melar o jogo e estragar a festa linda da torcida, mas felizmente não conseguiram”, concluiu o assessor especial da presidência, José Francisco Manssur.
(Diário do Pará)
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