Tite demonstrou mais uma vez toda sua admiração pela torcida do Corinthians. Se logo após a decisão em Yokohama o treinador fez questão de apontar para as arquibancadas, dedicando o título aos milhares de torcedores que foram ao Japão, ontem, o comandante corintiano mostrou a taça de campeão mundial à Fiel que acompanhou o time na carreata pelas ruas de São Paulo.
“Agora eu vou virar torcedor. Vou pegar os vídeos dos jogos para assistir, com um chimarrão pela manhã e uma caipirinha à tarde. Fazer um churrasco, ver os jogos e vou cornetar até o técnico”, disse Tite, em tom descontraído no trio elétrico.
O treinador estava visivelmente cansado. Na primeira parada do ônibus, vindo do Aeroporto de Cumbica, no 2º Batalhão de Choque da Polícia Militar, Tite sentou nas escadarias do quartel e só se levantava para posar para fotos com os fãs.
Um dos jogadores mais festejados, como não poderia deixar de ser, foi o goleiro Cássio. Muitos torcedores se espalharam pelo trajeto da carreata, vestindo a camisa amarela, número 12, do arqueiro corintiano.
A todo instante, Cássio tinha de espalmar a mão para as insistentes fotos. “Já recebi beijo de muita gente, mas desta vez me pediram para beijar minha mão”, espantou-se o goleiro, autor de seis grandes defesas na decisão contra o Chelsea.
O atacante Jorge Henrique, que ganhou uma vaga na equipe apenas na final do Mundial, ao substituir o meia Douglas, estava eufórico. “Sempre sonhei em ser campeão do mundo, em estar nesta situação. Minha carreira é brilhante e devo tudo isso à minha esposa. Se não fosse ela, eu não estaria aqui hoje”, comemorou.
O zagueiro Chicão, dentro do ônibus, lembrou de um dos momentos mais difíceis do clube, quando em 2008 disputou a Série B do Campeonato Brasileiro. “Eu que vivi o momento do clube na Série B não imaginava isso. A gente fica feliz. Vamos comemorar com a torcida essa conquista”, afirmou.
Campeão mundial com o São Paulo em 2005, o meia Danilo estava impressionado com o torcedor corintiano. “Não existe cansaço com uma recepção dessas aqui. O que esses caras fizeram no Japão foi impressionante”, revelou. A possibilidade de chuva, que não se concretizou durante a festa desta terça-feira, não assustou o volante Ralf. “Pode chover até canivete que a gente fica aqui”, brincou.
Capitão corintiano, o lateral-direito Alessandro ficou com a taça do Mundial quase todo o tempo da festa. Ele é aguardado nesta quarta-feira em sua cidade natal, Assis Chateaubriand, no Paraná, onde deverá participar de outra carreata.
O lateral-esquerdo Fábio Santos resumiu bem a emoção do elenco corintiano. “É demais. Ver essa emoção do torcedor corintiano não tem preço. É maravilhoso proporcionar alegria para tanta gente. Estávamos com saudade da torcida”, afirmou.
(Diário do Pará)
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