Aprometida e necessária reformulação no elenco do Palmeiras passa por alguns transtornos que não estavam nos planos do técnico Gilson Kleina. Já era sabido que a política interna palmeirense e a postura da diretoria do clube poderiam atrapalhar nas contratações, mas não como vem acontecendo.
Vários são os casos em que a falta de foco ou vontade da diretoria tem atrapalhado algumas negociações. O volante Rodrigo Souto, por exemplo, aguarda uma posição da direção do Palmeiras para acertar seu futuro. A conversa está bem adiantada, mas o presidente Arnaldo Tirone pediu para o empresário do atleta, Bruno Paiva, esperar alguns dias até que ele entre novamente em contato. Enquanto isso, outros clubes vão atrás do jogador.
Mesma situação vive o volante Marcos Assunção, que já deixou claro que quer ficar no Palmeiras por mais uma temporada, mas o clube não define sua situação. Ainda em relação a atletas que poderiam vir, dois casos demonstram que algumas vezes falta disposição da direção palmeirense.
O zagueiro panamenho Román Torres, do Millonarios, estava certo verbalmente com o clube, mas, na hora de assinar o contrato, o time colombiano recuou e desistiu do negócio. Pessoas que acompanharam a negociação de perto garantem que, se o Palmeiras tivesse insistido no jogador, o teria contratado.
O mesmo vale para o meia-atacante Júlio Baptista, do Málaga. O Palmeiras tentou envolver o meia chileno Valdivia no negócio, mas o clube espanhol não quis. Daí, a diretoria palmeirense não voltou a procurar os representantes do Málaga para tentar uma outra forma de acerto.
Em algumas negociações, o clube sequer chegou a tentar fazer, por acreditar que seria inviável. Esse foi o caso do zagueiro Lúcio. Gilson Kleina pediu para a diretoria tentar trazê-lo, já que tinha informação de que ele estava insatisfeito na Juventus, da Itália, mas Tirone disse que seriam valores impossíveis para o clube pagar. No fim, o pentacampeão mundial acertou com o São Paulo.
Em relação ao meia argentino Riquelme, Tirone determinou que o vice-presidente Roberto Frizzo e o gerente César Sampaio fossem para a Argentina conversar diretamente com o jogador para tentar um acerto, mas o recém-contratado técnico do Boca Juniors, Carlos Bianchi, ainda tenta convencê-lo a voltar para o seu time
Conselheiros palmeirenses acusam que tanta má vontade nas contratações é pelo fato de Tirone estar mais preocupado com a disputa eleitoral do ano que vem. O presidente ainda não definiu se vai se candidatar para um segundo mandato.
(Diário do Pará)
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