Um dia depois de anunciar que não permaneceria no Flamengo, Zinho deu uma entrevista coletiva para explicar os motivos que o levaram a tomar tal decisão. Ele revelou que a nova diretoria do clube, que tomou posse na noite de quinta, queria rebaixá-lo de cargo, passando de diretor para gerente, e cortar seu salário pela metade, o que não foi bem recebido pelo ex-jogador, que preferiu ir embora.
“Não estou feliz, gostaria muito de permanecer, continuando o processo que começou em 11 de maio, mas infelizmente as condições de trabalho não seriam as mesmas pelo convite que foi feito pela nova gestão. Quero deixar claro que não sou eu que não quero ficar, as condições que fizeram isso. Preferi sair”.
A nova diretoria do presidente Eduardo Bandeira de Mello trouxe com ela um diretor executivo de futebol, Paulo Pelaipe, que ocuparia função semelhante a que Zinho desempenhava, tirando poder do ex-jogador, que passaria a ser um gerente, sem participar das principais decisões do setor, como contratação de reforços. O próprio Zinho admitiu que esse foi o principal motivo para que ele não aceitasse a proposta de continuar no Flamengo.
“Em respeito aos torcedores, não aceitei essa nova função. Para a rua, para vocês (imprensa), continuaria com o mesmo comando e não exerceria a mesma função. Não ia ter a caneta para assinar. Não podia aceitar isso. Após tudo que passei, os problemas que administrei, não poderia ficar no cargo que me foi oferecido. Sou rubro-negro de coração, mas profissionalismo falou mais alto que a paixão”, comentou Zinho, que fez história defendendo a camisa flamenguista durante sua carreira como jogador.
(Diário do Pará)
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