O sonho do Santos era começar 2013 com um pacote de reforços de peso, incluindo o atacante Robinho e o meia argentino Montillo, mas esse projeto não deve sair do papel. A questão financeira deve obrigar o clube à dura tarefa de escolher entre um deles para não ficar com o caixa desfalcado em R$ 44,1 milhões, valor da soma do que pedem Milan e Cruzeiro pelos dois jogadores.
“O Santos reforça o time dentro das nossas reais possibilidades financeiras. Não podemos fazer loucuras e temos sempre que contratar com responsabilidade”, afirmou o vice-presidente do clube, Odílio Rodrigues, que está comandado a administração durante a licença médica do presidente Luis Alvaro Ribeiro.
Na encruzilhada entre Robinho e Montillo, a opção pelo meia argentino é a mais viável. Caso a negociação se concretize, o Cruzeiro vai ficar o valor referente aos 60% dos direitos econômicos do jogador e vai repassar o restante ao BMG, dono de 20%, e a um grupo de empresários, detentora da outra parte do montante. O negócio de R$ 16,4 milhões pode ainda ser facilitado com ida do volante Henrique para o clube mineiro.
No caso de Robinho, os valores são maiores. O Milan pede R$ 27,7 milhões para liberar o atacante, que, se contratado, pretende receber o mesmo salário de sua passagem pelo Santos em 2010: R$ 1 milhão mensais. Na ocasião, pesou para o clube aceitar a exigência do jogador a mídia que ele atrairia por ser titular da seleção brasileira e com presença garantida na Copa do Mundo da África do Sul, disputada no meio daquele ano.
“Cada uma dessas negociações é extremamente difícil pelos valores envolvidos. Temos outras opções que estamos estudando, mas, por enquanto, não daremos detalhes”, afirmou o vice-presidente santista.
Com a política de trazer reforços econômicos, o Santos tem priorizado jogadores em fim de contrato com seus clubes. Assim, garante negociações sem custo, como as do volante Renê Junior, da Ponte Preta, e do lateral Guilherme Santos, do Figueirense. Os dois devem ser anunciados oficialmente nos próximos dias.
Por outro lado, essa mesma postura dificulta a vinda de contratações de peso, como o técnico Muricy Ramalho pediu ao longo deste ano. A falta de elenco para o segundo semestre e o excesso de dependência do atacante Neymar, constantemente convocado para a seleção brasileira, foram apontados pelo treinador santista como motivo para a campanha regular no Brasileirão.
(Diário do Pará)
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