A pouco mais de um ano do início da Copa do Mundo, o índice de conclusão das obras prometidas - estádios, intervenções de infraestrutura e projetos de desenvolvimento - não chega a 25%. O balanço foi apresentado neste domingo em Turim pelo governo brasileiro, durante evento organizado pela Fifa num esforço para atrair o interesse internacional para a Copa das Confederações.
De acordo com o governo, no torneio-teste do próximo mês de junho, apenas uma de cada quatro obras programadas para o Mundial estará pronta. Apesar disso, os organizadores se dizem confiantes de que no início de 2014 o restante estará concluído
O Ministério do Esporte considera que “foi um erro” os responsáveis pela Copa dispensarem, por muito tempo, a participação do governo na organização. “Organizar a Copa num país de dimensões continentais e democrático não é fácil”, disse Luis Fernandez, secretário executivo do ministério, que participou do evento junto com Ronaldo. “O ponto de inflexão na preparação foi justamente quando todos decidimos nos unir e ter uma representação governamental no conselho (da organização da Copa).”
Fernandez entende que a inclusão do governo na organização mudou o processo por ter significado “novo grau de cooperação e planejamento conjunto”. “Foi um erro não ter um representante do governo antes”, disse. Questionado sobre quem teria errado, evitou citar nomes. “Quem tomou a decisão de não incluir o governo”, disse. A decisão de organizar a Copa sem o governo foi de Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF.
Nesse momento, o diretor de comunicações da Fifa, Walter de Gregório, rapidamente tomou a palavra para dar um fim ao debate. “Erros ocorrem. Mas não faz sentido voltar a essas controvérsias’’, cortou. “Vamos olhar ao futuro.”
(Agência Estado)
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