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ESPORTE BRASIL

Com salários atrasados, atletas desistem de jogar

Um fato curioso ocorreu na noite da última sexta-feira (15). Sem salários há cerca de quatro meses, o elenco do Grêmio Barueri, de São Paulo, se recusou a entrar em campo contra o Operário-MT, em partida válida pela Série D do Campeonato Brasileiro. Por

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Um fato curioso ocorreu na noite da última sexta-feira (15). Sem salários há cerca de quatro meses, o elenco do Grêmio Barueri, de São Paulo, se recusou a entrar em campo contra o Operário-MT, em partida válida pela Série D do Campeonato Brasileiro.

Por conta da ausência, o time de Mato Grosso foi considerado vencedor pelo placar de 3 a 0. O que chamou a atenção, no entanto, foi o apoio dado ao time paulista: os atletas do Operário ficaram deitados no gramado da Arena Barueri em solidariedade ao protesto realizado.

O protesto já era previsto: durante a semana, os jogadores do Barueri procuraram o Sindicato dos Atletas Profissionais do Estado de São Paulo (Sapesp), que presta assessoria jurídica aos atletas. Respaldados pelo Artigo 32 da Lei Pelé, que define que o jogador "pode recusar-se a competir por entidade de prática desportiva quando seus salários, no todo ou em parte, estiverem atrasados em mais de dois meses", enviaram carta na quinta-feira (14) à CBF comunicando que não atuaria diante do Operário-MT. Após uma tentativa de acordo na manhã desta sexta-feira, o W.O. foi confirmado.

Dentro de campo, a situação do Grêmio Barueri também é bastante complicada: lanterna do Grupo A6, sem ter consgeuido pontuar, parece não ter forças para reagir no campeonato. Já o Operário chegou aos nove e se aproximou do Tombense-MG na briga pela primeira posição. Os dois times têm nove pontos, mas o time mineiro leva vantagem no saldo de gols: 6 a 5.

Eduardo Henrique, técnico do Operário comentou o fato inusitado: “hoje foi escrito um capítulo triste do futebol brasileiro. E ele não é uma exceção! Vemos muitos clubes que prometem mundos e fundos, e depois deixam de honrar suas dívidas. Esta é uma prova de que o futebol nacional precisa mudar bastante”, declarou.

(DOL)

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