Hierarquia. Com esta palavra Dunga explicou por que vai escalar oito jogadores que estiveram na Copa-2014 entre os titulares que enfrentarão nesta sexta-feira (5) a Colômbia, em Miami, no primeiro jogo da segunda passagem do treinador pela seleção brasileira.
O treinador confirmou que o time que treinou na terça (2) e na quarta (3) será o escalado, com Jefferson; Maicon, David Luiz, Miranda e Filipe Luís; Luiz Gustavo, Ramires, Oscar e Willian; Neymar e Diego Tardelli.
Somente Miranda, Filipe Luís e Tardelli não jogaram o Mundial com Luiz Felipe Scolari. Dos oito remanescentes, seis estavam em campo contra a Alemanha na derrota por 7 a 1, a maior da história da seleção brasileira até o momento --Neymar estava machucado e Jefferson ficou no banco.
"Eu gosto de hierarquia, e respeito a hierarquia. Primeiramente aos jogadores que estiveram na Copa [dar uma chance]. Depois vamos dar oportunidade para os demais jogadores", disse Dunga.
Ele repetiu o discurso de que não é porque perdeu uma Copa do Mundo que estava tudo errado e que os jogadores não servem mais para jogar na seleção brasileira. Lembrou também que em 1994, quando o Brasil foi campeão do mundo, a base do time havia sido formada no Mundial fracassado de 1990. Este, inclusive, foi o tema da primeira reunião do técnico com os jogadores.
"Falamos em reformulação, usamos essa palavra. Mas ao usar essa palavra o jovem vai achar que está dentro por ser jovem e o jogador com mais idade vai achar que está fora. É importante ter sangue novo, mas é importante para o grupo ter experiência para dar tranquilidade a esse jovem. Nós, no Brasil e me incluo, não temos paciência de começar do zero e esperar o resultado daqui a quatro anos", disse Dunga.
No time titular que enfrentará a Colômbia, Dunga vai escalar Maicon, que terá quase 37 anos na Copa do Mundo de 2018. "Não descartamos nada, o que indicará se o jogador virá para a seleção será o desempenho", disse o treinador. Ele admitiu que conversou com os remanescentes da Copa sobre os 7 a 1 e que é uma ferida que está aberta ainda --são dez atletas que disputaram o Mundial menos de dois meses atrás.
"Cada um sente de uma forma, mas todos têm muita vontade de reescrever sua história na seleção brasileira. É muito bom estar na seleção, mas tem o kit de cobrança que vem junto. É uma ferida que está aberta, mas esta é a oportunidade. Foi dada uma segunda chance, não temos que ter medo ou angústia", disse o treinador da seleção.
(Folhapress)
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