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Zagueiro de 19 anos diz que tem que ser confiante

Recém promovido para a equipe profissional do Palmeiras, coube ao zagueiro Nathan dar as caras após a goleada por 6 a 0 para o Goiás, no último domingo (21). Nesta terça (23), o jovem de 19 anos, que sequer entrou em campo no Serra Dourada, concedeu sua p

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Recém promovido para a equipe profissional do Palmeiras, coube ao zagueiro Nathan dar as caras após a goleada por 6 a 0 para o Goiás, no último domingo (21). Nesta terça (23), o jovem de 19 anos, que sequer entrou em campo no Serra Dourada, concedeu sua primeira entrevista coletiva no centro de treinamento do clube alviverde.

"Jogar é mais fácil, faço isso desde os sete anos. Foto, câmera, é tudo novo para mim. Até duas semanas atrás, nunca tinha dado entrevista", disse o camisa 53. Devido às lesões de Wellington, Tobio e Victorino, Nathan será titular na defesa ao lado de Lúcio na próxima quinta (25), contra o Vitória, no Pacaembu. Na semana passada, ele foi convocado pela primeira vez para a seleção brasileira olímpica.

A boa fase pessoal do zagueiro, no entanto, contrasta com o péssimo momento vivido pelo Palmeiras. O time é o lanterna do Campeonato Brasileiro, com 22 pontos, e corre o risco de ser rebaixado pela terceira vez em sua história.

"Sou novo, confesso. Mas se você está no Palmeiras, deve estar preparado para tudo. Se o Dorival confiou em mim, é porque essa era a hora", avaliou Nathan, acrescentando que suportar a pressão faz parte da vida de qualquer jogador que atua em clube grande.

Apesar do cenário crítico, o defensor afirmou que a receita para sair dessa situação é autoconfiança e manter o foco.

"Se a gente entrar pensando que já estamos quase caindo para a Segunda Divisão, não vai dar certo. Temos que ser confiantes." Mesmo não tendo jogado a partida vexatória diante do Goiás, Nathan sentiu de perto a ira de alguns torcedores. Em Goiânia, os mais exaltados arremessaram pedras contra o ônibus da delegação e tentaram agredir jogadores na entrada do hotel.

"É uma situação complicada. Nunca tinha visto isso. Estava acostumado a jogar com 60 pessoas assistindo, sendo que 50 delas eram da família. Minha vida mudou muito em três semanas, tive que me adaptar muito rápido", disse o zagueiro.

"Mas não tenho do que reclamar. Estou no Palmeiras há sete anos e sempre esperei viver essa fase no profissional, o dia a dia ao lado dos meus ídolos. Claro, preferia estar brigando por títulos, só que essa é a vida do jogador."

(Folhapress)

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