O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) ainda não vai se movimentar em relação aos indícios de que a Portuguesa recebeu dinheiro para escalar o meia Héverton de maneira irregular na última rodada do Campeonato Brasileiro do ano passado. O órgão só tomará alguma atitude caso exista alguma comprovação de que realmente houve suborno.
O procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt, afirmou que qualquer posicionamento do tribunal depende de uma conclusão do inquérito do Ministério Público, o que ainda não aconteceu.
"Temos que avaliar. O caso está pendente em função do inquérito. Está condicionado às conclusões do Ministério Público", disse.
Caso seja comprovado o suborno, o STJD vai analisar a situação e só então punir os possíveis novos responsáveis pelo pagamento.
"Tem que avaliar, existem vários procedimentos. Temos que apurar e punir os possíveis responsáveis. Até o momento, os responsáveis estão punidos, a própria Portuguesa já foi punida", analisou.
Entre os dados já coletados, o MP comprovou que a Portuguesa recebeu e-mail da CBF avisando sobre o julgamento e houve conversas entre o advogado do clube e seu departamento jurídico.
Nessa linha de investigação, trabalha-se com a possibilidade de o dinheiro estar fora do país. Paraísos fiscais como as Ilhas Cayman, no Caribe, ou Punta del Este, no Uruguai, estão no radar. Entre as dezenas de depoimentos colhidos até agora, há indícios de pelo menos um crime financeiro.
(DOL, com informações de UOL)
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