Com um pênalti a seu favor, marcado pelo árbitro adicional da partida, o Palmeiras arrancou o empate por 1 a 1 com o Atlético-PR na tarde deste domingo (7), no seu novo estádio, pela 38ª e última rodada do Campeonato Brasileiro.
Com o resultado, os palmeirenses asseguraram a sua permanência na Série A do Nacional ao chegarem aos 40 pontos, na 16ª colocação. O tropeço em casa foi amenizado porque Bahia e Vitória, concorrentes na disputa para fugir do rebaixamento, também não venceram seus confrontos nesta tarde.
Empurrado pela sua torcida, o Palmeiras começou o jogo pressionando o Atlético-PR, com mais posse de bola e presença ofensiva. Porém, o time alviverde deixava muitos espaços para os visitantes contra-atacarem e, em quase toda jogada de bola aérea, a zaga alviverde tinha muitas dificuldades de fazer o corte.
E, assim, a equipe do Paraná abriu o placar na partida. Aos 9min, após cobrança de escanteio, o zagueiro Ricardo Silva ganhou de Lúcio e, de cabeça, mandou a bola no canto esquerdo, sem chance para Fernando Prass.
Mesmo desorganizado taticamente, os palmeirenses não se abateram com o susto sofrido e continuaram atacando. E, em um ataque isolado, chegaram ao empate. Após um lançamento para o campo de ataque, Gabriel Dias chutou forte e a bola bateu na mão do zagueiro Dráusio dentro da área paranaense. O árbitro principal do duelo, Leandro Vuaden, não marcou nada no lance, mas o árbitro adicional, que fica na linha de fundo, acusou o toque do jogador do Atlético-PR e o pênalti foi marcado.
Aos 19min, Henrique cobrou no canto esquerdo do goleiro Weverton e empatou o jogo. Foi o seu 16º gol na competição nacional e o primeiro do Palmeiras no seu novo estádio. Mas, o gol não deu o alívio esperado ao time paulista e, se não fosse o goleiro Fernando Prass, os paranaenses poderiam ter ido para os vestiários novamente em vantagem no marcador.
Apesar de jogar machucado durante toda a etapa inicial, o meia Valdivia voltou para o segundo tempo. E, mesmo com pouca mobilidade, o camisa 10 palmeirense criou as melhores jogadas no segundo tempo. Como aos 22min, quando o chileno deu belo passe em profundidade para Cristaldo, quase na pequena área, chutar para defesa do goleiro Weverton.
No fim da partida, apesar da apreensão da torcida, o Palmeiras continuou rondando a área dos visitantes. Porém, sempre esbarrava nos próprios erros nos próprios passes. Depois do apito final, torcida e jogadores ainda esperaram o término do jogo do Vitória para comemorarem a permanência na elite do futebol brasileiro.
FICHA TÉCNICA
Palmeiras: Fernando Prass; João Pedro, Lúcio, Nathan (Victorino) e Victor Luís; Gabriel Dias, Renato, Wesley (Cristaldo) e Valdivia; Mazinho (Mouche) e Henrique. Técnico: Dorival Júnior
Atlético-PR: Weverton; Mário Sérgio, Dráusio, Ricardo Silva e Lucas Olaza; Otávio, Paulinho Dias, Nathan (Matteus) e Marcos Guilherme; Dellatorre (Pedro Paulo) e Douglas Coutinho. Técnico: Claudinei Oliveira
Local: Estádio do Palmeiras, em São Paulo
Árbitro: Leandro Vuaden (RS)
Gols: Ricardo Silva, aos 9, e Henrique, aos 19 min do 1º tempo
Cartões amarelos: Cristaldo (P) e Dráusio (A)
Público: 33.151
Renda: R$ 2.967.260,00
(Folhapress)
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