Após mais um adiamento da etapa decisiva do Mundial de surfe, pela sétima vez nesta terça-feira (16), por causa da má condição do mar, Gabriel Medina, 20, contou o que tem feito no Havaí. Além dos treinamentos no mar, o brasileiro passa o tempo na casa onde está hospedado em Pipeline. Lá ele convive com seu maior rival na disputado do título, o australiano Mick Fanning, 33.
"Tem sido demais. Jogamos pôquer, surfamos juntos e até pratico o meu inglês", afirmou o brasileiro.
Assim como Fanning, Medina está na terceira fase da competição. Se vencer a sua bateria e o australiano perder, o paulista garante o título, independentemente do resultado do americano Kelly Slater, 42, que ainda tem chance de ser campeão.
Medina luta para se tornar o primeiro surfista do país a conquistar o título mundial. E é justamente por ser brasileiro que, segundo ele próprio, a sua vontade de ganhar se torna ainda maior. Não só pelo fato de marcar o seu nome na história, mas também como algo genético.
"Em uma competição, tanto no futebol como em qualquer outro esporte, os brasileiros querem sempre ficar em primeiro", disse Medina.
"Nós somos muito profissionais e fazemos tudo o que for possível para vencer", afirmou.
No Mundial de surfe, porém, o máximo que o Brasil conseguiu foi o terceiro lugar com Victor Ribas em 1999. Medina, por sua vez, tem o sétimo lugar de 2012 como melhor resultado.
O paulista podia até ter se consagrado campeão na penúltima etapa do circuito, em Portugal, em outubro, mas foi eliminado na terceira fase pelo americano Brett Simpson, 29. Apesar disso, ele se diz tranquilo em Pipeline.
"Eu estava preparado em Portugal, mas é assim mesmo, um dia você ganha e outro você perde. Minha família sempre me apoiou e estou bem aqui em Pipeline", afirmou.
(Folhapress)
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