<p>De Osmar Gonçalves a Gabriel Medina, a história do surfe no Brasil é de longa data. O início foi em 1938, quando Osmar, junto com um grupo de amigos, resolveu construir a primeira prancha de surfe que se tem registro no país. A prancha mais parecia um barco, com quase 4m de comprimento e cerca de 80kg. </p>
<p>No Rio de Janeiro, os primeiros surfistas começam a aparecer nos anos de 1950, na praia de Copacabana. Eram jovens que usavam madeirite para descer as ondas. Aos poucos, o esporte foi atraindo cada vez mais adeptos. Paulo Preguiça, Jorge Paulo Lehman e Irencyr Beltrão estavam entre os que mais se destacavam. Até hoje, esse trio é lembrado pelo pioneirismo no surfe carioca.</p>
<p>A década de 1960 é uma verdadeira revolução. As pranchas de fibra de vidro começam a chegar no país. Mais leves, elas davam mais velocidade ao surfista. É exatamente nessa época que surge a primeira celebridade do surfe brasileiro. Filho de italianos, Arduíno Colasanti, que faleceu em fevereiro passado, aos 78 anos, começou a se destacar nas ondas e protagonizou filmes de sucesso e namorou algumas das atrizes mais badaladas da época. </p>
<p>O surfe começa a ficar mais profissional na década de 1970. O principal rosto desse período é Pedro Paulo Lopes, o Pepê. Ele vence o Waimea 5000, em 1977, nas ondas do Arpoador. Era uma espécie de etapa brasileira do Circuito Mundial que existia na época. Pepê, no entanto, já divulgava o nome do Brasil além das fronteiras tupiniquins. Em 1976, ele chegou à final do Pipe Masters, terminou em sexto. </p>
<p>Em 1980, o surfe começa a ficar mais sério, mas só em 1992, Fábio Gouveia e Flávio Padaratz começam a correr o Circuito Mundial. De lá para cá, o Brasil passou a ser um dos países com maior número de surfistas no cenário internacional. Medina, inclusive, fez questão de citar Padaratz e Fábio após a conquista do título inédito. Segundo o jovem paulista, ele nunca teria chegado ao topo se não tivessem existido surfistas para abrir as portas.</p>
<p>(Agência O Globo)</p>
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