Com o intuito de coibir a ação violenta de torcidas organizadas, que trocaram ameaças ao longo da semana antes do clássico entre Palmeiras e Corinthians, no domingo passado, o Ministério Público de São Paulo, na figura do promotor Paulo Roberto Castilho, do Juizado Especial Criminal, sugeriu a proibição de torcida visitante no jogo. A medida de torcida única não é novidade no futebol brasileiro, mas sempre foi polêmica, afinal de contas, pela violência de alguns todos os torcedores são punidos. Será que essa é realmente a única forma possível para garantir a segurança dos torcedores que vão aos estádios por amor ao futebol, se divertir e torcer pelo seu time? O derby paulista, apesar da falatório, não foi realizado com torcida única, mas trouxe alguns apontamentos que podem ajudar a responder a pergunta. Não houve briga entre as torcidas adversárias nas arquibancadas, mas cadeiras foram quebradas no estádio e, após o jogo, o ameaçado confronto entre as facções organizadas se concretizou nas cercanias do Allianz Parque, entre pessoas que não foram para ver o jogo, mas para a briga. Será que a proibição mudaria isso? Para o promotor Paulo Castilho resposta é que sim, porque pulveriza o poder das Organizadas, a quem ele imputa a culpa pelos atos de violência dentro dos estádios. Paulo discorda que a opção por jogos de torcida única representem a confissão de incompetência do Estado com a garantia de segurança. “É claro que o Estado pode garantir a segurança. Coloque 10 mil policiais para fazer a segurança e você não terá problema nenhum, mas em algum lugar esse contingente movido vai fazer falta. Mas a sociedade aceita pagar esse preço? Com menos confusão dentro do estádio, menor efetivo mobilizado e menos impacto pra sociedade”, aponta o promotor. (Diário do Pará) |
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