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Gustavo deixa as quadras para virar dirigente

Aos poucos uma nova rotina vai surgindo. O uniforme vai sendo trocado por trajes mais sociais. A quadra, embora ainda presente, cedeu espaço para o escritório. Esta é a nova vida de Gustavo Endres, que no jargão do vôlei, pendurou as joelheiras há duas se

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Aos poucos uma nova rotina vai surgindo. O uniforme vai sendo trocado por trajes mais sociais. A quadra, embora ainda presente, cedeu espaço para o escritório. Esta é a nova vida de Gustavo Endres, que no jargão do vôlei, pendurou as joelheiras há duas semanas.

“Pode chamar de aposentado. É isso aí mesmo”, brinca o ex-meio-de-rede. Há tranquilidade e segurança ao falar de sua decisão. Seus próximos passos seguirão dentro do clube, onde atuará como dirigente. Gustavo sempre foi uma voz ativa no mundo do vôlei, não escondendo suas opiniões sobre a gestão do esporte.

“Quero fazer com que o pessoal do Canoas tenha um time cada vez maior. Estamos criando raízes, criando as categorias de base. Queremos conseguir mais apoio, quem sabe uma equipe para conquistar título buscando novos parceiros”, projeta.

A intenção de sair das quadras começou a amadurecer ao chegar ao Vôlei Canoas há quase três anos. “Era um sonho jogar numa equipe gaúcha. Agora sou tricampeão gaúcho. Veio o sentimento do trabalho cumprido. Estou realizado”, explica.

Com um ouro e uma prata em Jogos Olímpicos, dois Mundiais e seis Ligas Mundiais no currículo, Gustavo fez parte da geração mais vitoriosa do vôlei brasileiro. Até se tornar uma referência, esteve rodeado por grandes talentos da modalidade.

Em 1993, saiu de Passo Fundo para participar de uma peneira em São Paulo, no Banespa, que contava com diversos campeões olímpicos de 1992. Dos três mil candidatos, Gustavo foi um dos escolhidos e a cada bloqueio foi construindo a sua carreira repleta de conquistas.

A principal delas foi os Jogos Olímpicos de 2004. “É um momento mágico. Tivemos a sorte de ter o Giovane e o Maurício que nos alertavam sobre as armadilhas. Éramos muito conscientes”, analisa.

Seus passos foram seguidos pelo irmão Murilo. Os dois se encontraram na Seleção. “Passei experiência, ele ainda era do irmão do Gustavo. Eu dizia que o momento dele ia chegar e chegou. É um motivo de orgulho para mim”, relembra.

Além das atividades de dirigente, Gustavo adicionou uma nova função à sua rotina. “Trabalho de taxista para os filhos, levando de um lugar para o outro”, diz com bom humor. O aposentado Gustavo está feliz da vida.

(DOL, com informações de Band)

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