Na área esportiva, o delegado aposentado e advogado, Euclides Freitas Filho, já viveu de tudo um pouco. Como dirigente, esteve à frente de nada menos que três entidades e dois clubes de futebol: dirigiu a Federação Paraense de Basquete, o Tribunal de Justiça Desportiva e a Federação Paraense de Futebol. Em clubes, foi diretor de futebol do Paysandu e da Tuna Luso Brasileira, onde também foi diretor de voleibol.
Aos 71 anos, ele continua um grande observador do esporte e até hoje mantém a postura firme que um dia o levou a simplesmente peitar o maior dirigente do futebol brasileiro nos últimos 25 anos: Ricardo Teixeira. “Em 1993, ele tentava a reeleição na CBF e eu votei contra. Foi até melhor, porque ele passou a me respeitar.
Depois disso ele me ofereceu dinheiro para minha campanha na FPF. Se eu aceitasse, pagaria caro. Nunca viajei com a seleção brasileira, porque se fizesse isso perderia a minha moral”, detona. À época, entre os anos de 88 a 99, Euclides foi um crítico severo do modelo de gestão implantado por Teixeira, que instituiu a reeleição livre. E apesar de ter permanecido por três mandatos, é totalmente contra a regra. “Você deve fazer um trabalho de quatro anos e depois ir para casa. Deixa outro continuar o trabalho. A reeleição tem que acabar. Quatro anos é tempo suficiente para mostrar serviço. Se ele quisesse voltar, tudo bem, mas não se perpetuar como hoje existe”, dispara.“
Em Santa Catarina, o presidente está há mais de 30 anos. Em Goiás há mais de 20. O nosso coronel Nunes está há 16 anos, fora os seis anos anteriores. Nosso futebol ficou aquele marasmo, o presidente já fez o que tinha que fazer, não tem mais nada a acrescentar”, opina o ex-dirigente.
Farias garante que a nova realidade do futebol mundial tem tudo para mudar, após a queda dos maiores cartolas do mundo. “Se realmente estiverem propostos a fazer mudanças, depois de todo esse escândalo, vai moralizar. Na minha época já existia muita corrupção na CBF. Eu assisti algumas ‘paradas’ por lá e em função disso, eu votei contra o Ricardo Teixeira. Acredito que agora é o momento de mudar. O futebol não pode perder essa chance para o próprio bem”, encerra.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar