Justiça seja feita. Por onde passou, Romário, como ele próprio se intitulou, foi “O cara”. Se nas quatro linhas está no topo da história, fora dela também joga muito, mas dessa vez combatendo um adversário que por muitos anos olhou o futebol do baixinho por cima. E aos poucos, a guerra declarada contra a cartolagem brasileira, graças ao ‘empurrãozinho’ do FBI, tem dado resultados. E que resultados!Desde o início da vida política, como deputado federal, Romário levantou a bandeira de uma CBF livre da corrupção.
Com os dedos em riste, acusou abertamente dirigentes, entre eles os mais poderosos do futebol nacional, pediu a prisão imediata do que ele chama de “quadrilha”, tudo isso, tendo que driblar uma verdadeira muralha de defensores da chamada “Bancada do Esporte”. “Estou há cinco anos pregando no deserto sobre os problemas da CBF, uma instituição corrupta gerindo um patrimônio de altíssimo valor de mercado, usando nosso hino, nossa bandeira, nossas cores e, o mais importante, nosso material humano. Nunca tive o apoio da presidenta Dilma Rousseff ou do ministro do Esporte, Aldo Rebelo. Já pedi várias vezes uma intervenção política do Governo Federal no nosso futebol”, criticou.
A análise do baixinho, que hoje é Senador da República, não se limita à esfera minúscula dos ‘donos da bola’. Ele sabe que o problema vai muito além. “A corrupção da CBF tem raízes em todos os clubes brasileiros, vale lembrar que são as federações e clubes que elegem há anos o mesmo grupo de cartolas, com os mesmos métodos de gestão arcaicos e corruptos implementados por João Havelange e Ricardo Teixeira e mantidos por Marin e Del Nero”, enumerou.
A intenção do ‘Peixe’, a partir de agora, é centralizar os esforços na CPI do Futebol, que vai fazer uma verdadeira pesquisa nos arquivos mais obscuros da CBF e investigar assuntos mal explicados, como “os contratos de patrocínio da CBF, os jogos organizados pela CBF para a seleção brasileira, contratos da Copa das Confederações, Copa do Mundo e torneios nacionais”.Ao todo, a CPI proposta por ele recebeu 54 assinaturas e aguarda apenas a definição do presidente e do relator da CPI que o próprio baixinho demonstrou interesse no cargo.
(Diário do Pará)
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