Por méritos próprios, Neymar chega à disputa de sua segunda Copa América como o grande craque da seleção brasileira. Pudera, o garoto de apenas 23 anos encanta nos gramados europeus e é, há um bom tempo, o único jogador capaz de dar algum brilho à seleção, levando-a nas costas. Mas até que ponto essa dependência do atacante é justificável em um elenco cheio de atletas ditos ‘de ponta’? São 23 jogadores de várias partes do mundo. Algum deles poderá substituir Neymar? Ou ao menos dividir com ele a responsabilidade no escrete canarinho?Essa situação não é de agora.
Desde antes da Copa do Mundo, Neymar era o principal líder, e a saída precoce do Brasil contra a Alemanha (com direito a vexame) deixou bem claro o que a ausência do craque pode fazer à seleção, que não teve naquele jogo poder ofensivo algum e foi totalmente envolvida, sem ninguém que chamasse a responsabilidade. Nesta Copa América, não se sabe se um nome além do moicano irá se erguer, mas, de fato, a seleção de Dunga tem outros jogadores de peso, que podem brilhar, haja visto que o treinador mesclou juventude e experiência.Robinho, por exemplo. Dono de um currículo abastecido de conquistas. Foi campeão paulista, brasileiro, da própria Copa América, onde também foi artilheiro.
Teve passagens nos maiores clubes da Europa e, com 31 anos, tem experiência de sobra para liderar os companheiros. Embora o auge tenha passado e comece o torneio no banco, tem gabarito.Mas se quiser optar por um novo aspirante a líder e craque, Dunga tem em suas mãos outro garoto, o atacante Roberto Firmino, de 23 anos, atualmente no Hoffenheim, da Alemanha, mas que jogará a próxima temporada pelo Manchester United. As boas atuações na Bundesliga lhe valeram o título de revelação e na seleção não foi diferente. Em seis jogos, deixou três gols anotados, despontando como uma das principais surpresas.
A presença de área, disposição e talento que demonstrou até aqui, são fatores que deixam o torcedor otimista.Fred, Willian e Phillipe Coutinho são outros três atletas para ficar de olho. O primeiro joga no Shakhtar, da Ucrânia, e vem fazendo bonito no futebol daquele país. Aos 22 anos, a Copa América pode ser o seu cartão de visitas. Já Willian, tem 26 anos e é um dos principais jogadores do Chelsea. Remanescente da Copa de 2014, a experiência pode ter efeito positivo no seu jogo e ele tende a crescer na carreira e na seleção. Por fim, Coutinho é a estrela do Liverpool e há muito tempo é pedida uma chance a ele no escrete. Dunga o chamou, agora resta a ele confirmar a expectativa.
(Diário do Pará)
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