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Brasil joga para avançar à semi e por Neymar

A mesma competição, a mesma fase, o mesmo adversário. Neste sábado (27), às 18h30, a seleção brasileira tem um reencontro com um dos piores episódios da sua história recente, no duelo contra o Paraguai, pelas quartas de final da Copa América. Se avançar,

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A mesma competição, a mesma fase, o mesmo adversário. Neste sábado (27), às 18h30, a seleção brasileira tem um reencontro com um dos piores episódios da sua história recente, no duelo contra o Paraguai, pelas quartas de final da Copa América. Se avançar, o Brasil “exorciza” um dos fantasmas que a assombram nos últimos, e garante vaga na semifinal da competição.

Foi contra o Paraguai, na edição de 2011 da Copa América, que o Brasil caiu no torneio, após vexame na disputa de pênaltis. O time, então comandado por Mano Menezes, empatou sem gols no tempo normal e perdeu todas as quatro cobranças que bateu na ocasião. Elano, Thiago Silva, André Santos e Fred perderam e saíram como vilões. Destes, apenas Thiago Silva ganhou nova chance agora com Dunga.

Perto dos 7 a 1 na Copa do Mundo em casa, o 2 a 0 nos pênaltis para os paraguaios perdeu o status de “tragédia”. Ainda assim, no entanto, o peso do resultado deste sábado pode definir o que será da seleção brasileira nos próximos meses – e sem saber se terá Neymar.

A princípio, não há sinais de que Dunga balança, ainda que se especule que o técnico possa ser levado a reboque na crise da CBF. Mas é no campo que se dá o problema mais imediato a ser resolvido, tudo porque, na prática, o Brasil joga esta Copa América seu futuro nas Eliminatórias para a Copa do Mundo, que começam em outubro deste ano.

Sem Neymar, suspenso por quatro jogos pela confusão contra a Colômbia, o Brasil precisa vencer para chegar à semi e, assim, garantir pelo menos mais dois compromissos nesta Copa América – contando a final ou a disputa pelo terceiro lugar. Com isso, o gancho do atacante será todo cumprido no torneio, e ele estará livre para defender a Seleção na missão mais importante do ciclo que se iniciou após o Mundial do ano passado.

Segredo

O primeiro teste com o desfalque de Neymar foi positivo. O Brasil venceu a Venezuela e, não fossem as mexidas de Dunga nos minutos finais, quando encheu o time de zagueiros, o triunfo poderia ser mais tranquilo que o apertado 2 a 1. Na ocasião, Philippe Coutinho herdou o posto de Neymar, e Robinho virou o líder no ataque. Para o duelo deste sábado, o técnico preferiu fazer segredo. Fechou o treino, não confirmou a equipe e as pistas foram poucas.

Manter Daniel Alves no meio? “Depende do que a gente precisa”, disse Dunga, que exaltou o tempo para treinar – quase uma semana. “Temos três ou quatro dias, mas é para recuperação. Essa semana vale muito mais para recuperar os jogadores, para treinamentos técnicos, mas sem desgastar”, avaliou em entrevista coletiva, quando fez uma infeliz comparação com os negros ao lembrar o time da Copa de 1990.

“Tudo que fazia era ruim. Até acho que sou afrodescendente, de tanto que apanhei”, disse.

Se a derrota acontecer neste sábado, difícil imaginar um cenário sem críticas – ou mais “pancadas”.

(DOL com informações do portal Band)

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