Até os 7 minutos, mais ou menos, o jogo parecia normal, até demos uns chutes a gol. Quando o juiz marcou a primeira falta contra o Brasil e o Marcelo correu desesperado gritando para cima dele, eu pensei: a Alemanha vai quebrar esse time”. O pressentimento ruim de Ademar Cardoso, que foi ao Mineirão com a família assistir ao jogo, acabou por se concretizar antes do esperado. No correr da jogada, a seleção alemã conseguiu um escanteio e de cabeça Müller marcou o primeiro dos sete gols da Alemanha, naquela traumática tarde de 8 de julho de 2014.
Um ano depois a família Cardoso sente como se o jogo não tivesse terminado ao trilar do apito. “O Dunga dizia que era preciso ganhar a Copa América para tirar a impressão ruim, mas acho que não vai passar o trauma. Qualquer atuação mais apática da seleção faz a gente lembrar daquele dia porque a sensação que tudo pode desmoronar rápido, do nada, vem à mente”, comentou Ademar, que ‘comemorou’ a eliminação para o Paraguai na Copa América. “Viu o que a Argentina fez com eles depois? Será que iam parar nos seis contra o Brasil?”, questiona.
Celina, esposa de Ademar, afirma que nunca foi muito ligada ao futebol, mas sempre acompanhou a seleção e via, de longe, a paixão do pai e irmãos por Paysandu e Remo. “Agora eu sei por que a encarnação dos 7 a 0 dura tanto. O comentário que eu ouvi quando voltamos foi que a certa altura alguém lembrou a goleada do Re-Pa e a discussão em casa parou de ser sobre a Copa do Mundo e virou sobre o futebol paraense”, comenta Celina.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar