Não bastassem as dificuldades naturais impostas por se tratar de uma partida decisiva, o Paysandu ainda terá de enfrentar outro obstáculo, amanhã, no estádio de Pituaçu: o ambiente de revanche criado pelo diretor de futebol do Bahia, Alexandre Faria, que, após o jogo de ida, em Belém, afirmou não ser impossível o tricolor aplicar uma goleada no adversário. “Não se trata de um resultado impossível. Lá (em Salvador), podemos fazer cinco, seis, sete a zero tranquilamente e garantir a classificação”, rebateu o dirigente, que comparou a partida à final Campeonato Baiano.
No primeiro jogo da decisão, o Bahia caiu por 3 a 0 diante do Vitória da Conquista-BA, que já dava o título como garantido. Mas, no jogo de volta, o time da capital goleou o adversário por 6 a 0 e festejou o bicampeonato. “A mesma situação pode acontecer agora no segundo jogo contra o Paysandu. No futebol nada é impossível. Já tivemos prova disso recentemente na final do nosso campeonato”, comentou Faria, em entrevista a Rádio Clube do Pará.
No mesmo depoimento à emissora do grupo RBA, o diretor não poupou ‘elogios’ ao árbitro carioca Pathrice Wallace Correa da Mata. “O árbitro é safado. Ele estava próximo ao lance, no primeiro tempo, e não deu pênalti para o Bahia. No segundo tempo, no lance do Jaílton, ele inventou um pênalti”, criticou Faria, que voltou a chamar, por diversas vezes, o apitador de safado.
O discurso do dirigente foi engrossado pelo técnico Sérgio Soares, que também reclamou da atuação do apitador, sem, porém, chamá-lo de safado.
(Diário do Pará)
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