Um mal que há anos prejudica os clubes locais - a venda de ingressos falsos -, será combatido pelo Paysandu, com tolerância zero, como afirmou, ontem, o presidente Alberto Maia.
O dirigente prometeu jogar duro contra os cambistas e as gráficas que produzem o material, comercializado livremente em dias de jogos do time. Maia anunciou que fará denúncia à Polícia Civil, que se encarregará da apreensão das máquinas utilizadas para a confecção dos bilhetes. A ação vem no vácuo da operação que vem combatendo a venda de material pirata do clube, como camisas, shorts e souvenir em pontos de venda espalhados por Belém. “Estamos fazendo o trabalho de inteligência e vamos começar a prender os cambistas e também identificar quais as pessoas que estão fabricando ingressos falsos. Quando a gente fizer a batida com a polícia, vamos recolher todas as máquinas das gráficas”, avisou.
O dirigente apelou ao torcedor para que evite a aquisição de bilhetes das mãos de cambistas. “Peço ao torcedor que não compre ingressos de cambista. Fazendo isso, o nosso torcedor só alimenta o mundo do crime, prejudicando o clube. Não há razão para isso. O Paysandu vende ingresso com 72 hora de antecedência para os seus jogos”, argumentou o presidente.
Na ação de combate a venda de material pirata, desencadeada no último sábado (25), quando quatro pessoas foram detidas por comercializarem produtos não oficiais do clube. Entre os detidos estava o camelô apelidado de Romário, que há anos comercializa tais produtos em uma das lojas anexas à Curuzu e que chegou a ser avisado com antecedência da ação que seria desencadeada pela Delegacia de Investigações e Operações Especiais (Dioe), sob o comando do delegado Neivaldo Silva.
(Diário do Pará)
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