A qualidade técnica das partidas da Série D nem sempre é digna de espetáculos aos olhos dos amantes da bola. No geral, são duelos corridos, em que prevalece a força física, em detrimento à parte técnica e tática. Basicamente, é uma disputa de superação, principalmente quando os obstáculos vão além dos jogadores adversários.
Mas, quando a questão avança para o estado do gramado, as opiniões divergem. “Para o goleiro, é pior ainda do que para o pessoal de linha. Um chute despretensioso pode desviar e entrar. São 200% de atenção sempre. Nós treinamos bolas assim, desviadas. Campos ruins serão constantes na competição e isso prejudica, mas sabíamos que seria assim e não podemos colocar a culpa nisso. Estamos preparados”, declarou o arqueiro Fernando Henrique.
Já para o zagueiro Max, a questão muda um pouco de figura, pois as dificuldades passam para a outra ponta. “O gramado, quando é ruim, favorece mais o lado defensivo. Dificulta o trabalho dos jogadores mais técnicos, iguais aos que nós temos aqui. A posse de bola, uma jogada individual, tudo isso fica prejudicado. Já para nós, isso favorece na marcação”, analisou o defensor.
Após a vitória sobre o Rio Branco, na Arena Verde, ele garante que a equipe já conhece bem o estádio de Paragominas. “Cabe a nós aproveitarmos, porque os nossos dois próximos jogos serão lá, então temos que ganhar e classificar bem”, disse.
A confiança é tanta que na hora do aperto os próprios defensores têm dado conta da demanda. “Futebol hoje é muito dinâmico. Você vê que o Henrique foi lá e já fez dois gols. É ai que o time precisa se reinventar, com todo mundo correndo e ajudando, independente da condição do gramado. Quando a gente tem oportunidade, é preciso aproveitar, sim, mas o importante é o conjunto”, encerrou Max.
(Diário do Pará)
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