A próxima rodada da Série D do Campeonato Brasileiro vai ser especial para o Clube do Remo, por se tratar de um reencontro famoso. Não propriamente pelo futebol, mas sim por conta da rivalidade entre paraenses e amazonenses. Por décadas, os dois Estados mantiveram uma estranha relação de amor e ódio, sobretudo por parte dos vizinhos. E Remo e Nacional-AM, que vão duelar no próximo dia 10, às 21h30, em Manaus, ainda possuem um histórico interessante.
Nas últimas duas vezes que se encontraram, as equipes empataram as partidas válidas pela segunda fase da Copa Verde do ano passado. A já tradicional hostilidade manauara com os paraenses, no entanto, é um item que parece não fazer muita diferença. “Para mim não haviam falado de rivalidade. Sei que é um clássico da Região pela importância dos Estados. Sei que o Nacional-AM fez um investimento grande, em nível de Série C ou até B. Talvez a rivalidade seja porque os dois times são apontados como favoritos do grupo”, argumentou o volante Leandro Santos.
Os únicos remanescentes do elenco azulino que jogaram no Mangueirão e estiveram na inauguração da Arena da Amazônia são o goleiro Fabiano, os laterais Levy e Alex Ruan, o volante Ilaílson, além do zagueiro Max, autor de dois gols no estádio construído para a Copa do Mundo, um deles o primeiro e o outro na trave inversa.
“Numa rivalidade dessas, ninguém quer perder. Estamos pensando no nosso lado. A gente colocou na cabeça que precisamos fazer um bom jogo. Eu acho que é sempre bom jogar uma partida dessas. Espero que essa rivalidade seja somente dentro de campo, mas todo clássico é bom, pois aumenta a autoestima de cada jogador. Qualquer um que for jogar, vai se esforçar, independente de quem seja”, ressaltou o atacante Aleílson.
(Diário do Pará)
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