O técnico Dado Cavalcanti jogou, ontem, sobre os “ombros” do Fluminense-RJ toda a responsabilidade pela classificação às quartas de final da Copa do Brasil, deixando o Paysandu como uma espécie de “franco atirador” nos confrontos que serão travados pelas equipes nos dias 20 e 26, no Rio e Belém, respectivamente. Para ele, a obrigação de avançar à próxima etapa do torneio é toda do time carioca, com o Papão correndo por fora, como um azarão. “Os favoritos são eles. Vamos entrar como franco atiradores”, ratificou o técnico.
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Indagado sobre o fato de o adversário ser o Fluminense, o treinador respondeu: “Vou ser bem sincero, encarei como uma coisa muito natural. As oito alternativas possíveis seriam todas elas ‘pedreiras’”, disse. O comandante salientou que, em função da sequência de viagens do time para os jogos da Série B, a ida ao Rio de Janeiro para enfrentar o Flu, pela Copa BR e no dia 23 o Botafogo-RJ, pelo Nacional, acabou sendo positiva.
“Pensando na logística de viagens seria ruim pegar um adversário do Sul do país, pois temos uma sequência de jogos pela Série B, que é o nosso foco”, salientou. O treinador se mostrou indiferente ao fato de seu time jogar a primeira partida fora e a decisiva em casa. “Não trago para mim como benefício. Nossas duas últimas classificações aconteceram com os resultados em casa. O jogo será decidido no somatório dos jogos”, concluiu.
JULGAMENTO
Em viagem para os dois jogos do Papão, contra a Luverdense e o Criciúma, o técnico Dado Cavalcanti será julgado, hoje, pela quinta comissão disciplinar, do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), no Rio de Janeiro. O treinador foi expulso no jogo contra o CRB-AL, no dia 25 de julho, valendo pela Série B do Brasileiro. O executivo bicolor Sérgio Papelin também será julgado, ambos denunciados pelo árbitro do jogo no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). O treinador poderá sofrer um “gancho” de duas a seis partidas.
Caso venha a ser punido, o treinador deverá ser substituído à beira do gramado pelo auxiliar-técnico Wilton Bezerra, como ocorreu na partida contra o América-MG, em Belém, quando Dado cumpria a suspensão automática pela exclusão em Maceió. Dado e Papelin deverão ser defendidos pelo advogado Osvaldo Sestário, contratado para atuar na defesa dos interesses do clube.
Dado é acusado de ter desrespeitado a arbitragem e provocar o público durante a partida. O treinador se disse surpreso com a sua expulsão. “Estou muito curioso para ver o que o árbitro relatou na súmula do jogo”, disse. “O que fiz foi entrar em campo para conter os nossos jogadores, afastando eles da confusão criada após a anulação equivocada do nosso gol na partida”, disse Dado.
(Diário do Pará)
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