No futebol, poucas regras parecem universais. Uma delas é que, por vezes, a bola insiste em não entrar. No caso dos azulinos, essa tese mais uma vez ficou comprovada, não sem contar com uma pequena ajuda da comissão técnica. Nitidamente melhor na partida, o Remo, além de ter pecado na última bola, no arremate, achou de recuar o time quando mais precisava de um único gol.
Aos poucos Cacaio foi desfazendo o esquema que vinha pressionando o Nacional. Primeiro, aos 18 do segundo tempo, ele tirou um homem de ataque (Léo Paraíba) para a entrada de outro na defesa (Macena). Aos 36, Levy, lateral-direito, substituiu o meia Juninho. Com o retorno de Ilaílson à cabeça de área, o Remo ficou com quatro volantes e um meia. Enquanto isso, cada vez mais Aleílson, que entrou no intervalo, ficou solitário na frente. O resultado não poderia ser outro, o número de oportunidades, somadas ao cansaço físico, caiu imediatamente.
Mas, por pura ironia do destino, quis o deus da bola que o salvador da noite remista, fosse justamente aquele que entrou, aparentemente, sem motivo real. “Eu agradeço a Deus a oportunidade de ajudar o Remo. Foi um jogo de extrema qualidade, aberto, bonito, mas, como falei, independente de jogar, quando entrasse, eu daria a minha volta por cima. Agora é manter e seguir em busca das nossas vitórias”, agradeceu o lateral Levy, autor do único gol da partida.
(Diário do Pará)
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