Vivendo em uma cadeira de rodas desde o acidente de esqui que a deixou entre a vida e a morte, no início de 2014, Laís Souza pode, em breve, ter um novo rumo no esporte. A ex-ginasta olha com carinho a possibilidade de praticar bocha adaptada e se tornar uma paratleta.
Leia também: Ex-ginasta, Lais reclama de rótulo "atleta gay"
“Tenho ideia de algumas coisas. Conheci a bocha adaptada, que não precisa ter muitos movimentos para praticar. Tem uma equipe profissional no Rio de Janeiro e pretendo conhecer. Talvez eu seja uma paratleta em breve”, revelou Laís, durante um debate que participou nesta terça-feira, em São Paulo.
Laís luta para recuperar os movimentos perdidos em acidente. (Reprodução/Facebook)
A modalidade seria a única que atenderia o grau de lesão da ex-ginasta, de 26 anos, que devido a uma lesão na coluna cervical perdeu os movimentos do pescoço para baixo. Na bocha adaptada, com o auxílio de uma rampa, é possível que os atletas controlem o lançamento das bolas utilizando apenas a cabeça.
Embora cogite experimentar a nova modalidade, Laís ainda não teve contato com a bocha. Disputar as Paralimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016, portanto, é apenas uma possibilidade. “Tudo vai depender de como for o meu desempenho. E se eu começo a treinar e sou horrível?”, explicou.
Atleta da ginástica até 2013, Laís aceitou um convite da Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN) para integrar a equipe de esqui aéreo nas Olimpíadas de Inverno de Sochi, no ano passado. Mas durante um treino nos Estados Unidos, pouco antes de competição, sofreu um acidente que causou uma lesão entre as vértebras C2 e C3, que a deixou tetraplégica.
(DOL, com informações de IG)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar