Antes do início do jogo contra o Nacional-AM, Levy já estava certo para compor a reserva, de onde assistiu boa parte da partida. A situação se desenhava assim, mas na metade do segundo tempo, quando o técnico Cacaio resolveu fazer algumas mudanças táticas, o lateral-direito mudou os rumos do confronto.
Quando Cacaio o escalou para substituir um meia, a função de defensor, embora na teoria se mostrasse mais óbvia ali, houve uma instrução especial. O lateral deu lugar ao ala e aos poucos Levy retomou o futebol que por vezes mostrou com a camisa do Remo. “Quando entra no segundo tempo, a gente tem a obrigação de mudar o jogo. Fiz alguns cruzamentos que não deram certo, mas no momento adequado o gol saiu e conseguimos a vitória”, comemorou.
Levy foi nada menos que o nome do jogo. E para um jogador que oscila momentos de boas e más atuações, uma vitória maiúscula como essa não é apenas uma mostra de seu potencial, mas sim a explicação exata do que é a superação, diante de inúmeros obstáculos, sejam, dentro ou fora das quatro linhas. “O Remo vive um momento tão difícil nos bastidores, mas a gente viu que o jogo foi de extrema qualidade. Independente de quem esteja jogando, no momento que entrasse eu ia dar a minha volta por cima, e graças a Deus consegui. Agora é manter, porque quem veste essa camisa tem que mostrar todo o jogo”, encerrou o jogador.
(Diário do Pará)
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